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IBM RECEBE DO GOVERNO DOS EUA ENCOMENDA DE SUPERCOMPUTADOR DE 10 PETAFLOPS

09/02/2011 01:00:00

O Laboratório Nacional Argonne, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, encomendou à IBM a construção do que será um dos mais poderosos supercomputadores do mundo, anunciou a IBM nesta terça-feira (8/2).

O computador, apelidado de Mira, será capaz de executar 10 quatrilhões de cálculos por segundo, ou 10 petaflops, e será colocado em funcionamento em 2012, afirmou a empresa. Ele será construído sobre a próxima versão da arquitetura de supercomputação Blue Gene, chamada Blue Gene/Q.

Embora custeado pela Fundação Nacional de Ciência dos EUA, o Laboratório Argonne permitirá que empresas, universidades e governo acessem o computador para pesquisa e desenvolvimento de projetos de grande escala, disse Dave Turek, chefe do grupo de ?computação profunda? da IBM.

Tal músculo computacional ?deverá dar origem a diversas inovações interessantes? nos campos de química computacional, aerodinâmica, ciência dos materiais, energias alternativas e muitas outras disciplinas, afirmou.

Menção à China
Em seu discurso anual do Estado da União, em janeiro, o presidente dos EUA Barack Obama enfatizou o uso de supercomputação como forma de o país manter sua vantagem competitiva. Ele fez menção ao progresso que outros países, notadamente a China, têm obtido na construção de seus próprios supercomputadores.

O desempenho dos 10 petaflops ultrapassa de longe o que é atualmente tido como o supercomputador mais poderoso do mundo, o recém-construído Tianhe-1A, do Centro Nacional de Supercomputadores de Tianjin, na China. O sistema alcançou desempenho de 2,67 petaflops de acordo com o último ranking Top 500 dos maiores supercomputadores do mundo.

A potência extra poderia ser utilizada para encurtar o tempo necessário para rodar modelos computadorizados e até para executar tarefas que eram muito grandes mesmo para as maiores máquinas do mundo, prevê a IBM.

Um modelo de como o coração humano reage a um remédio poderia levar até dois minutos se executado em uma máquina de 10 petaflops ? nos melhores supercomputadores atuais, o trabalho levaria dois anos. A velocidade maior permitirá que empresas e universidades conduzam suas pesquisas para trazer novos produtos e inovações ao mercado de forma mais rápida.

Construção tripla
Em 2012, o Mira será um dos três sistemas americanos da IBM com 10 ou mais petaflops. A IBM também começa a produção de outro supercomputador para o Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL, na sigla em inglês), do Departamento de Energia ? um modelo de 20 petaflops chamado Sequoia. E também constrói o sistema Blue Waters, de 10 petaflops, para o Centro Nacional de Aplicações de Supercomputação da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.

O Mira terá mais de 750 mil processadores IBM PowerPC A2 de 1,6 GHz. Cada nó computacional terá um único processador e eles serão armazenados em racks de 1.024 nós. Cada rack também terá de oito a 128 nós de I/O ? também rodando o processador A2 ? que serão dedicados ao tráfego de dados de e para os nós de computação.

Cada nó terá 8 ou 16 gigabytes de memória, agregando 750 terabytes de memória por todo o sistema. As comunicações entre os nós ocorrerão por meio de interconexões IBM 5D Torus, capazes de tráfegos de até 40 gigabits por segundo.

Como sistema operacional, os nós computacionais rodarão um kernel escalável de código aberto e os nós de I/O terão uma versão modificada do Red Hat Enterprise Linux. O sistema será basicamente refrigerado a água e consumirá em média 60.000 Watts por rack.

A IBM não revelou o preço do Mira, embora diga que o Laboratório Argonne o comprou com recursos de uma verba de 180 milhões de dólares.

Embora o sistema anunciado venha a ter capacidade de 10 petaflops, a arquitetura Blue Gene/Q deverá ser capaz de alcançar 50 petaflops e talvez mais, disse Turek.

A IBM desenvolveu a arquitetura Blue Gene em 1993 como parte de um esforço de desenvolvimento de 100 milhões de dólares, em parceria com o LLNL. O esforço de pesquisa foi destinado à construção de uma arquitetura altamente escalável para grandes supercomputadores, e que fosse ao mesmo tempo eficiente no consumo de energia.
 
 
 
Fonte: PcWorld

 
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