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GOOGLE ADMITE QUE PADRÃO DE VÍDEO H.264 É MAIS POPULAR QUE O WEBM

24/01/2011 01:00:00

Não demorou para a Google admitir que o formato de vídeos H.264 ? ao qual declarou retirar o apoio em detrimento do formato WebM ? é mais popular que a plataforma aberta que pretendem apoiar em seu browser, o Chrome.

Depois de a Microsoft e a Google trocarem farpas na internet sobre codecs de vídeo para implementação em páginas HTML5, é possível que ecloda uma batalha em torno de padrões web. Se for o caso, a Google já admitiu que terá muito trabalho pela frente.

?Reconhecemos que o codec H.264 tem mais suporte por parte da comunidade desenvolvedora e das atuais plataformas de hardware (mas o apoio ao WebM também não é desprezível)? afirmou o gerente de produtos Mike Jazayeri no blog do projeto Chromium

Ainda assim, Jazayeri prevê que os custos com licenças para uso do H.264 irão condenar o codec. ?Não há maneira viável de transformar o padrão H.264 no formato oficial, pois existem imposições resultantes da licença exigida para operar esse formato?.

?Se fornecedores de browsers, de hardware e editores quiserem incluir o suporte ao H.264 em seus produtos terão de pagar um volume enorme de royalties e não há qualquer garantia desse custo não aumentar com o passar dos anos. Para empresas como a Google, essa questão de custo não é fundamental, mas ela irá impedir que futuras startups de vídeo tenham alguma chance de sobreviver no mercado. Além disso, também acho que essa imposição engessa as possibilidades de inovação?, continua.

A retirada do suporte ao H.264 pelo Chrome fará pouca diferença para os usuários. Isso se eles notarem alguma.

?O papel do codec é fundamental na web atual. A vasta maioria dos vídeos H.264 disponíveis na internet são visualizados com base em plugins Flash ou Silverlight?, escreve o executivo. ?O Chrome continuará a suportar esses formatos?, diz. ?Nosso anúncio era referente apenas à tag que integra o formato HTML5 emergente. Se, por um lado, a plataforma de vídeo do HTML5 é um projeto que desperta enormes expectativas, ele fará pouca diferença para sites atuais?, conclui Jazayeri.

O executivo ainda reconhece que a situação atual não é perfeita, face à necessidade de muitos editores terem de compor vídeos usando diferentes formatos para garantir que sejam interpretados corretamente nos diferentes browsers e conclui: "Estamos em um impasse no desenvolvimento do vídeo para HTML. Não ter especificações no código é uma situação difícil, longe da ideal."
 
 
 
 
Fonte: IDGNow

 
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