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CONTRA APAGÃO, CAMPUS PARTY PODE SE DIVIDIR ENTRE RIO E SÃO PAULO

24/01/2011 01:00:00

Com cerca de 6.800 participantes interessados por tecnologia, internet e entretenimento, a Campus Party termina hoje em São Paulo.

A feira, que teve sua quarta edição realizada no país, teve como saldo crescimento do público presente, melhoria de conteúdo das palestras --com mais espaço para temas como empreendedorismo e robótica--, mas também registrou muitas reclamações dos campuseiros quanto a infraestrutura.

Falhas de internet e energia elétrica marcam maior evento de tecnologia do país

As quedas de energia --foram três só na sexta-feira-- e oscilações da internet foram alguns dos problemas relatados, além da falta de internet sem fio.

O estudante Mateus Rocha, 22, elaborou uma lista com nove problemas principais e propôs sugestões para discutir com a organização.

Entre elas estão melhorias no credenciamento para evitar filas, câmeras de segurança para evitar furtos de equipamentos e também melhor sistema de ventilação para a plateia das palestras.

Já o professor paulista Luiz Angelo de Oliveira, 34, sugeriu, entre as melhorias, nova estrutura para as caravanas, como melhor distribuição das barracas para manter os grupos unidos. Muitos dos 4.500 acampados ficaram separados de seus grupos por problemas na distribuição da localização das barracas no primeiro dia de evento.

Em entrevista a Folha, Mario Teza, diretor da Futura Networks, que organiza o evento, afirmou que a estrutura foi dimensionada com base nos resultados dos anos anteriores, mas o número de participantes foi além do esperado.

Os dois geradores que faziam parte da estrutura para suportar as oscilações no período de chuvas não foram suficientes e no segundo dia de evento, a organização contratou outros dez.

Sobre as oscilações na internet, Teza afirmou que com as chuvas fortes que caíram na capital paulista, muitos equipamentos de rede queimaram e precisaram ser substituídos, gerando momentos sem conexão em algumas partes da arena.

Sobre a falta de uma conexão sem fio, Teza afirmou que nenhuma infraestrutura de Wi-Fi seria capaz de suportar o número de participantes.

"Fizemos três reuniões com as caravanas e vamos discutir todas as sugestões para a melhoria do evento no ano que vem", disse.

Uma das alternativas seria realizar o evento simultaneamente em duas cidades para dividir o público, como São Paulo e Rio. "Hoje 60% dos participantes são de fora da capital".

PIRATARIA

Centenas de campuseiros utilizaram a rede para baixar programas, músicas e vídeos. Um grupo de três amigos de Aracaju que preferiu não divulgar seus nomes declarou à reportagem que baixou três temporadas da série Lost ao longo da semana.

A organização afirma que não controla o movimento, mas declara que 60% da rede de 10 GB oferecida pela Telefônica foi usada para a publicação (upload) de conteúdo próprio, como vídeos ou fotos.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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