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´FONTE SECRETA´ REVELA CONVERSAS DE HACKERS QUE ROUBARAM CONTAS DE IPADS

20/01/2011 01:00:00

 

O processo do governo norte-americano contra os dois homens acusados de "hackear" o site da operadora AT&T para roubar endereços de e-mail de cerca de 120 mil usuários de iPad ganhou um ?empurrãozinho? com uma fonte não revelada, que entregou mais de 150 páginas de conversas entre os suspeitos e outros membros de seu grupo de hackers.

Publicados nos relatórios do tribunal, os trechos das conversas aparentemente mostram os suspeitos conversando sobre o risco legal de suas ?aventuras hackers?, assim como maneiras que poderiam usar para aumentar ao máximo o dano causado pelo incidente. Os registros foram entregues para investigadores federais no último mês de julho por uma "fonte confidencial" que monitorou as conversas online IRC (Internet Relay Chat) dos homens.

Em um caso que foi revelado na última terça-feira, 19/1, Andrew Auernheimer, 25 anos, e Daniel Spitler, 26, são acusados de fraude e conspiração para acessar um computador sem autorização. Os promotores afirmam que os dois homens tiveram acesso não-autorizado aos servidores da AT&T no início de junho de 2010, e então baixaram 120 mil endereços de e-mails e números únicos de ICC-ID (identificador do chip da operadora), usados para identificar aparelhos móveis, que eles entregaram para a imprensa.

Os acusados podem ser condenados a até cinco anos de prisão pelas acusações, de acordo com um comunicado de imprensa enviado pelo Departamento de Justiça dos EUA. Os promotores afirmam que os hackers escreveram um programa chamado ?iPad 3G Account Slurper?, que lançava um forte ataque contra os servidores da AT&T, tentando descobrir os números ICC-ID e então combiná-los com os endereços de e-mail dos usuários.

Spitler ainda não falou publicamente sobre o incidente, mas nos dias seguintes após o caso chegar à imprensa, Auernheimer deu várias entrevistas, dizendo que o trabalho tinha sido realizado pelo seu grupo de hackers para melhorar a privacidade dos usuários do tablet da Apple.

?Nós acreditamos que o que fizemos foi algo ético?, disse Auernheimer em entrevista à Computerworld no último mês de junho. ?O que fizemos foi correto.?Mas em trechos das conversas publicados pelos promotores, os homens pareciam mais interessados em ganhar atenção pela sua descoberta. Em outro trecho, Spitler parece preocupado sobre se a realização seria ilegal e pede para ficar anônimo. ?Não sei o quanto isso é legal ou se podem nos processar por danos?, disse.?Com certeza pode apresentar risco legal, especialmente civil?, respondeu Auernheimer, segundo as transcrições. ?Absolutamente podemos ser processados.?

Em outra conversa, publicada após a imprensa ter noticiado a infração, Auernheimer aparentemente admite que seu grupo não tinha revelado o problema para a AT&T, segundo os registros do tribunal. ?Você ligou para o suporte, certo??, pergunta um hacker chamado Nstyr.[cq] ?Não, realmente?, respondeu Auernheimer. ?Eu não ligo. Espero que eles me processem.?

Não está claro quem forneceu essas conversas online para o FBI, mas na época que isso aconteceu, uma pessoa postou de forma anônima os supostos nomes dos membros do grupo de hackers para a lista de e-mail do fórum online Full Disclosure, escrevendo ?ATENÇÃO FBI ? Vocês querem os nomes reais das pessoas envolvidas no hack do iPad????. Spitler estava entre os nomes identificados no post.
 
 
 
Fonte: MacWorldBrasil

 
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