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BANDA LARGA MÓVEL: DESONERAÇÃO DOS MODEMS MUDARÁ A ESTRATÉGIA DAS TELES?

14/01/2011 01:00:00

Ao longo de 2010 as teles pisaram no freio na venda dos dispositivos de acesso à Internet no país. Razões não faltaram para essa medida, mas duas foram cruciais: a falta de capacidade das redes e a consequente queda do serviço de voz em função da forte demanda de dados, e o elevado custo do modem - o imposto sobre o produto é de 78%, segundo dados das próprias operadoras, que terminava por encarecer o preço do serviço ao consumidor.

Se no primeiro ano de operação da Terceira Geração no Brasil o acesso à internet via modem era a principal estratégia das teles para ampliar a receita com dados, a virada veio logo a seguir, em função dos problemas ligados à qualidade - assinantes reclamaram, e muito, da precariedade da oferta - e da própria matemática operacional: O alto preço para a manutenção do serviço.

O plano de a banda larga móvel substituir a fixa - como se pensou no início da 3G no país - foi aos poucos deixado de lado e veio a decisão de apostar na internet no celular, como comprovam os números de mercado. Dados divulgados pela Telebrasil nesta quinta-feira, 13/01, mostram que entre o fim de 2009 e 2010, os acessos via Terceira Geração por smartphones saltaram de 4 milhões para 14,6 milhões. O crescimento da 3G nos smartphones ficou em 257% no ano passado.

Por sua vez, os modems, apesar de registrarem um impulso de 31%, tiveram um consumo bastante moderado para uma tecnologia que só fez crescer. O número de dispositivos passou de 4,6 milhões para 6 milhões. A grande expectativa, agora, é saber se o quadro irá mudar com a atuação do Poder Executivo.

O governo quer a banda larga móvel para expandir o Programa Nacional de Banda Larga. Tanto que aprovou a Medida Provisória 517, concedendo isenção de PIS/Cofins, além do IPI para os fabricantes de modems. Objetivo é alavancar as vendas na área.

Mas há uma questão: Apenas Vivo e TIM estão, de fato, investindo em capacidade e infraestrutura de rede. Claro e Oi estagnaram seus aportes ao longo de 2010. A Oi já adiantou que investirá mais em 3G, mas deixa claro que o serviço é complementar na sua estratégia de banda larga fixa. A Claro não adiantou ainda seus projetos.

O estudo da Telebrasil comprova que a banda larga móvel ultrapassou a banda larga fixa em 2010 no Brasil. O número de acessos nesse segmento, entre smartphones e modems, saltou de 8,7 milhões em 2009 para 20,6 milhões no fim do ano passado, representando aproximadamente 50% a mais que o número de conexões pela banda larga fixa.
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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