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GOVERNO QUER USAR REDES ELÉTRICAS NA BANDA LARGA

13/01/2011 01:00:00

 
O governo federal estipulou o dia 2 de maio como prazo para abrir as licitações visando a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Previstas inicialmente para 2010, mas adiadas devido a divergências com as operadoras, as licitações são obrigatórias, por lei, para fazer o plano decolar. Reunido nesta terça-feira com representantes de provedores, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que um novo acordo está sendo negociado e precisa estar concluído até abril.
 
"A presidente quer uma gestão totalmente focada no PNBL", disse Bernardo, referindo-se a conversas que já teve sobre o assunto com Dilma Roussef. Enquanto tenta liberar os recursos previstos para que a Telebrás comece a trabalhar no plano, Bernardo busca alternativas para a implantação de uma rede de banda larga voltada a pequenos e médios provedores. Uma das ideias é usar toda a estrutura das empresas de energia elétrica; Copel (PR) e Cemig (MG), por exemplo, já possuem redes próprias de fibra óptica que podem ser usadas para isso, dependendo de acordos com os governos estaduais. Além disso, a Eletronorte - que é federal - possui a maior rede do Nordeste.
 
"O que queremos é garantir o uso pleno de todas as redes disponíveis, federais e estaduais", disse o ministro. Um dos problemas é definir o esquema de remuneração das fornecedoras de energia elétrica, que precisarão ceder suas redes à Telebrás, que fará a venda aos provedores com base na quantidade de megabytes adquiridos. Outras empresas que podem entrar no PNBL são Furnas, Chesf e Eletrobrás, todas estatais do setor elétrico, além da Petrobrás, que também possui redes de fibra óptica.
 
O ministro criticou ainda as grandes operadoras de banda larga por não trabalharem pela massificação do serviço. "É uma estratégia a meu ver equivocada, de oferecer o serviço a menos pessoas e cobrar mais caro delas", disse Bernardo, reafirmando que o governo não aceita cobrança superior a R$ 35 mensais pela conexão de 512Kb.
 
 
 
Fonte: Revista HT

 
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