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MICROSOFT QUER SER ONIPRESENTE EM UM FUTURO PORTÁTIL

07/01/2011 01:00:00

A Microsoft, cuja soberania mundial tem sido ameaçada por vários concorrentes, anunciou na quarta-feira que se somará à revolução da internet móvel, uma jogada indispensável se quiser ter a onipresença que pretende.

"Qualquer que seja o aparelho que você utilize, agora ou no futuro, o Windows [sistema operacional da Microsoft] estará ali", prometeu o diretor da empresa, Steve Ballmer, em seu tradicional discurso de inauguração do CES (Consumer Electronic Show), o maior salão de produtos eletrônicos do mundo, reunido em Las Vegas (Nevada, oeste dos Estados Unidos), que abre as portas oficialmente nesta quinta-feira.

Rick Wilking/Reuters
Silhueta do executivo-chefe da Microsoft, Steve Ballmer, durante apresentação na Consumer Electronics Show, em Las Vegas
Silhueta do executivo-chefe da Microsoft, Steve Ballmer, durante apresentação na Consumer Electronics Show

Buscando garantir esta onipresença, a Microsoft anunciou novas colaborações com várias empresas de microprocessadores especializadas em chips para aparelhos portáteis, como ARM, Nvidia, Qualcomm e Texas Instruments, além do parceiro de sempre --Intel-- e da AMD.

"Cada vez mais os clientes esperam uma gama completa de funções em todos os aparelhos", disse Ballmer, dando como exemplo "a potência e o alcance dos programas disponíveis nos computadores portáteis da atualidade, a duração prolongada da bateria (...), um bom ´browser´, produtividade, experiências multimídia", conexão com equipamentos periféricos, entre outros.

Segundo Ballmer, o Windows, presente em cerca de 90% dos computadores do mundo, "tem a envergadura, a profundidade e a flexibilidade [necessárias] para prover esta próxima geração de aparelhos aos consumidores".

Mas por enquanto a Microsoft ainda trabalha sobretudo com seu sistema Windows 7, lançado no fim de 2009: foi um grande sucesso comercial em computadores, mas não parece ter seduzido os fabricantes de tablets, apesar da vontade de Ballmer de conter o sucesso do iPad, da concorrente Apple.

Habitualmente, os sistemas operacionais Windows têm um ciclo de renovação de três anos --e o Windows 8 ainda não está pronto--, mas por enquanto a Microsoft se contenta em mostrar o que pode chegar a ser o próximo motor de seus sistemas: uma placa-mãe e um processador central de formato muito pequeno.

"Não divulgamos nenhum calendário", lamentou, sem grande surpresa, o analista Israel Hernández de Barclays Capital. Muitos calculam que o lançamento do próximo sistema será no que que vem.

"Pensamos que a falta de atrativos da Microsoft para os telefones multifuncionais e os ´tablets´ continua sendo uma desvantagem", acrescentou o analista.

Em seu discurso, Ballmer elogiou as qualidades do sistema operacional para telefones celulares Windows Phone 7, mas não projetou números de venda.

"Isto nos leva a pensar que há decepções em nível interno", disse Hernández.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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