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AS LAN HOUSES PODEM DISSEMINAR A CULTURA DO EMPREENDEDORISMO

23/12/2010 01:00:00

O empreendedorismo no Brasil cresce, principalmente entre os jovens. Todos os dados revelam que o Brasil é um país com bons índices de empreendedorismo. Apesar desse cenário benéfico, no entanto, os empreendedores precisam melhorar muito na qualidade dos empreendimentos no que se refere à gestão, formalização e planejamento.

Pouco mais da metade (52,5%) dos empreendimentos do país é composta por jovens entre 18 e 34 anos. E o Brasil apresenta o sexto maior percentual atividade total de empreendedores (TEA ? Total Entrepreneurial Activity): 15,3%, conforme pesquisa do Global Entrepreunership Monitor.

O relatório GEM também faz a avaliação das EFCs (Entrepreneurial Framework Conditions), as condições que afetam o empreendedorismo. Nos quesitos mercado interno dinâmico, infraestrutura física e normas culturais e sociais, o Brasil possui um cenário positivo.

Educação

Quando se trata de política governamental e educação, no entanto, o país não vai bem. Umas das condições que mais afetam o empreendedorismo é a educação. Muitos empreendedores começam o seu negócio por oportunidade, e não por formação específica na área.

Grande parte dos donos de negócio não possui nem o ensino fundamental completo, o que atrapalha muito na evolução do empreendimento por falta de conhecimento financeiro e planejamento.

O que está mudando neste cenário, principalmente para as micro e pequenas empresas, é o acesso à informação pela Internet, que oferece mais do que informações específicas de mercado. Pela rede mundial, encontram-se oportunidades para que empreendedores de comunidades distantes possam se capacitar e mudar o rumo dos seus negócios.

Cursos

Só no ano passado, 650 mil pessoas foram capacitadas em oito cursos disponíveis gratuitamente na plataforma de ensino à distância do Sebrae , que visa à capacitação para controle financeiro, planejamento, gestão, organização e uma infinidade de outras matérias que só ajudam o empreendedor a impulsionar os seus negócios.

Porém, a realidade no Brasil relacionada ao acesso à Internet ainda é muito restritiva. E cara. São poucos os que possuem computador em casa ou que possuem dinheiro para pagar banda larga ? serviço que chega a custar mais de um salário mínimo por mês em capitais como Cuiabá e Rio Branco. Com isso, os empresários buscam informações em estabelecimentos que fornecem acesso, como as lan houses.

As lan houses foram vistas durante muito tempo como casas de jogos de azar e meros pontos de acesso à Internet. Hoje, oferecem serviços como xerox, digitação, impressão, venda de materiais, orientação para trabalhos, acesso às mídias sociais, entre outros.

E a realidade para o setor requer que esses estabelecimentos diversifiquem ainda mais os seus serviços, que ofereçam novas oportunidades para a comunidade e contribuam com o desenvolvimento sustentável local.

De onde vêm os acessos

Do total de acessos à Internet no Brasil, 48% são originados das lan houses. Hoje o país possui em torno de 108 mil espaços, que permitem acesso a algo em torno de 32 milhões de brasileiros e geram cerca de 250 mil empregos diretos. São estabelecimento que oferecem acesso à Internet em cidades interioranas e comunidades carentes, chegando onde outros não chegam e tornando-se um agente de desenvolvimento local.

A lan house pode ser uma oficina de inovação para escolas de balé, de idiomas, para remix de música, encontros e diversas outras atividades culturais. É nesse sentido que o setor se desenvolve para oferecer muito além do simples acesso a jogos e Internet. Contibui também com informação, educação a distância, entretenimento e diversas outras oportunidades que fomentar o desenvolvimento e fazem do Brasil um país melhor.
 
 
 
Fonte: IDgNow

 
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