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TELEFÔNICA COMPARA INCLUSÃO DO NONO DÍGITO EM SP AO BUG DO MILÊNIO

16/12/2010 01:00:00

O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse que a não adoção do DDD 10 pela Anatel foi uma surpresa e que as teles já estavam trabalhando na adaptação dos seus sistemas ao novo processo - a inclusão de um nono dígito nos números de celulares. Agora, afirmou, será necessário mexer em cerca de 65 mil linhas de código. "É um trabalho duro e que vai ter um custo para todo mundo". Empresa não detalhou ainda o processo de integração com a Vivo.

Valente lembrou que, ao longo das discussões sobre o DDD 10, o prazo de implantação era apertado e, por isso, as operadoras tiveram que adequar equipes para se adaptarem ao novo modelo - seja na parte de negócios, seja na parte de rede.

"Temos legado, temos uma rede e já tinha equipes trabalhando. Agora, vamos mudar todo o processo para a adoção do nono dígito", disse, sem no entanto, fazer críticas diretas à decisão da Anatel. "Com certeza, na devida proporção, é um novo bug do milênio ( problema que estava sendo esperado em 2000 quando os sistemas tiveram que ser modificados) para os nossos responsáveis de TI".

Em encontro com a imprensa nesta quarta-feira, 15/12, Valente disse ainda que acredita num bom diálogo com o novo governo Dilma Rousseff. Indagado sobre a indicação de Paulo Bernardo para o ministério das Comunicações, Valente disse que o conhece apenas como gestor do governo - à frente do ministério do Planejamento, mas que aposta na sua proposta de diálogo com o setor.

Garantiu ainda que a ação contra a Telebrás - direcionada para as compras governamentais - será retirada como aceno para sentar à mesa e acelerar as negociações entre as partes. O backhaul, admitiu Valente, segue como o grande entrave do processo do PGMU 3. Para ele, é preciso ficar claro o que é mercado de competição e o que é mercado de universalização. "Mas teremos mais tempo para sentarmos e acertarmos as arestas", disse.

Sobre a integração com a Vivo - a compra está completando 75 dias (foi autorizada em 30 de setembro), Valente diz que as ações estão sendo feitas de forma a garantir a boa operação das empresas, mas evitou comentar detalhes sobre sistemas de TI, de integração de equipes e oferta de serviços combinados.

Com a aquisição da Vivo, a Telefônica superou os 70 milhões de assinantes, tornando-se a maior operadora de telecom do país. Com relação aos investimentos, Valente diz que em 2010, os aportes ficaram em torno de R$ 4,6 bilhões, já contabilizando os da Vivo. Em 2010, os recursos devem ser equivalentes. Os aportes para 2011 ainda não foram definidos.

 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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