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ATAQUE À GAWKER REVELA QUE USUÁRIOS AINDA NÃO SABEM CRIAR SENHAS

16/12/2010 01:00:00

A não ser que você não tenha e-mail ou perfil em redes socias, deve estar preocupado com o ataque à rede da Gawker, que expôs as senhas de milhões de usuários que utilizavam o serviço.

O único ponto positivo desse incidente é que uma nova oportunidade surge para examinarmos como os internautas protegem suas contas. Com alguma sorte, a maioria aprenderá uma ou duas regras, mas, por favor, não se aborreça: elas são bem simples.

Graças a uma análise promovida pelo jornal americano Wall Street Journal, agora sabemos que a senha mais popular entre os membros da Gawker é o tradicional ?123456?.

Não estou brincando. Outras escolhas, nada inteligentes, foram verificadas, como ?password?, ?passw0rd? e ?qwerty? (no teclado, depois do ?q? vem o ?w?, seguido pelo ?e?, e assim sucessivamente).

Se tudo isso lhe parece um déjà vu, bem, é por que de fato o é. Não faz nem um ano que uma brecha no RockYou.com revelou os códigos secretos de mais de 30 milhões de usuários. Sabe qual era a senha mais usada por estes internautas? Exato: 123456.

Felizmente, estar apto a comentar em blogs não exige a mesma complexidade necessária para acessar a conta do banco, por exemplo.

Mas, mesmo para serviços que não sejam de suam importância, é salutar certo esforço para criar um código seguro. Lembro-lhes que os problemas subsequentes com o Twitter se deram por que muitos utilizam a mesma senha para portais dos mais diversos.

Por tudo isso, pensei em repetir, novamente, o mantra que deveria guiar todos os usuários na hora de elaborar uma senha na Internet:

1. Não use informações pessoais, como seu nome, data de aniversário ou time de futebol favorito.

2. Nada de sequências do teclado, como ?123456?, ?qwerty? ou ?asdfgh?.

3. Evite qualquer palavra que possa ser encontrada no dicionário.

4. Não pense que ao substituir uma letra por um caracter óbvio, como sof@, em vez de sofá, tornará as coisas muito mais difíceis. No máximo, o cracker demorará 47 segundos para descobrir sua senha, o que não é muito melhor que 12 segundos.

5. Varie caixa alta e caixa baixa, inclua números e sinais gráficos, como pontos de exclamação e asteriscos.

6. Use processos mneumônicos para criar e lembrar uma senha. Pegue, por exemplo, a frase ?é muito difícil decorar uma dúzia de senhas da Internet?, transforme em ?emdduddsdi? e finalize com algumas trocas e sinais gráficos: ?EMdd12d$dI!?.

De fato, não é responsabilidade da Gawker obrigar os usuários a usarem senhas difíceis. Mas, portais dessa envergadura poderiam ajudar a conscientizá-los, ao exigir formulações mais difíceis.

Prefiro pensar que os internautas ? principalmente aqueles atingidos diretamente pelo incidente ? aprenderão com as experiências traumáticas e reformularão o modo como se protegem de crackers.

Ainda assim, quanto a isso, a história já me desmentiu inúmeras vezes. Portanto, não se espante se, após mais um escândalo da rede global, eu venha com a mesma conversa em 2011. Até lá.
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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