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POLÍCIA BRITÂNICA ACHOU PROVAS CONTRA PAIS DE MADELEINE EM 2007, REVELA WIKILEAKS

14/12/2010 01:00:00

Apenas um dos 250 mil telegramas diplomáticos dos EUA revelados pelo WikiLeaks faz referência a um dos mais famosos dos últimos anos: o de Madeleine McCann, a menina inglesa que desapareceu em Portugal no dia 3 de maio de 2007, pouco antes de completar quatro anos. É o que informa o jornal espanhol "El País".

Madeleine desapareceu de um apartamento de um complexo de férias em Praia da Luz, no Algarve português, quando dormia com seus dois irmãos gêmeos. Os pais, o casal de médicos Kate e Gerry, jantavam com amigos em um restaurante do mesmo recinto.

Kate e Gerry declararam desde o princípio que sua filha tinha sido sequestrada, embora tenham sido considerados suspeitos formais em setembro de 2007. Eles foram absolvidos em julho de 2008 por falta de provas para sustentar a hipótese de que a menina tivesse morrido acidentalmente e que eles tentavam esconder o crime.

O telegrama confidencial foi enviado em 29 de setembro de 2007, de Lisboa, apenas 20 dias depois de os pais de Madeleine terem deixado Portugal de forma precipitada, após serem interrogados como suspeitos da morte acidental e ocultamento do cadáver de Maddie, na delegacia de Portimão.

Hugo Correia/Reuters - 11.dez.09
Kate e Gerry McCann, pais de Madeleine, foram absolvidos em julho de 2008 por falta de provas
Kate e Gerry McCann, pais de Madeleine, foram absolvidos em julho de 2008 por falta de provas

No telegrama, informa "El País", o então novo embaixador do Reino Unido em Lisboa, Alexander W. Ellis, admite a seu colega americano, Alfred Hoffman, que foi a polícia britânica enviada a Algarve que encontrou provas contra os pais de Madeleine. Segundo escreveu Hoffman, Ellis "não entrou em detalhes do caso", mas "admitiu que tinha sido a própria polícia de seu país que tinha encontrado as provas".

O embaixador britânico contou também que os corpos de segurança dos dois países "estavam trabalhando de forma coordenada" no caso, e disse que a grande cobertura do caso pela imprensa mundial "era esperada e aceitável", mas que "os representantes do governo mantiveram seus comentários a portas fechadas".

Na época, a imprensa internacional informou que foram os detetives britânicos, com a ajuda de cães trazidos da Inglaterra, que descobriram provas da possível morte de Madeleine na parede do quarto e no porta-malas do carro que os McCann tinham alugado.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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