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INTEGRAÇÃO ENTRE HARDWARE E SOFTWARE É ARMA PARA ORACLE GANHAR MERCADO

08/12/2010 01:00:00

André Papaleo é vice-presidente de Indústria, Manufatura e Distribuição da Oracle para a América Latina, unidade de negócios responsável pelo desenvolvimento das estratégias de soluções Oracle para as verticais de indústria mais relevantes em toda a região. Divisão da unidade global de indústrias da Oracle, IBU (Industry Business Unit, na sigla em inglês), a área abrange atendimento de setores estratégicos como agribusiness, educação, logística, mídia, saúde, serviços públicos e financeiros, telecomunicações e transportes.

A criação da unidade regional faz parte de uma iniciativa global da Oracle para difusão do conceito de especialização em todo o processo de atendimento ao cliente, começando pelas equipes das áreas de pré-vendas e vendas, passando pela consultoria e chegando até o suporte. Outro compromisso da área é a formação de um ecossistema de parceiros focado nos diversos segmentos de indústria.

No bate-papo exclusivo com a equipe do Olhar Digital, Papaleo comentou sobre a aquisição de novas empresas pela Oracle e a consequente entrada em novos mercados. Leia e entenda a visão do executivo sobre esses passos da corporação.

 


Olhar Digital: Como você vê a representatividade do Oracle Open World Latin America 2010 para a empresa?

André Papaleo: São três eventos ao longo do ano: o principal em São Francisco, além da China e do Brasil, para vocês perceberem como é importante para nós.

O evento em São Francisco teve perto de 45 mil participantes. Para termos uma ideia de proporção, até o primeiro dia do evento, no Brasil, temos 11 mil inscritos. É um evento enorme, já trazendo o JavaOne, com a aquisição da Sun.

OLHAR DIGITAL: Quais as verticais mais importantes para a Oracle e como a empresa se situa nelas?

André Papaleo: Todas as verticais que são relevantes, variando de região para região, são importantes para nós.

A Oracle, aliás, o mercado de TI, está passando por uma evolução bastante grande. As empresas, na história de TI, gastavam praticamente todo budget delas para manter todos os sistemas atuais, ou para manter sistemas mais corporativos, e mais commodities, ligados mais a finanças, a contabilidade, práticas administrativas mais repetitivas, e deixavam somente 20% desse budget para diferenciação e inovação. Só que hoje em dia, com o retrato desse mercado, tendo a América Latina como um dos drivers do fluxo financeiro internacional, essas empresas estão buscando diferenciação, elas vão querer sistemas core do negócio. Não vão se diferenciar por um contas a pagar, uma contabilidade. Mas se eu sou um varejo, eu vou me diferenciar pelo meu sistema de merchandising, pela maneira como arrumo a mercadoria nas lojas, como eu lido com fornecedores. Se eu sou uma Telco, eu vou me diferenciar pelo meu sistema de loyalty de fidelizações dos meus clientes, como eu vou trazer clientes. Se eu sou um banco, sistemas de core de risco, Basiléia, etc.

Então em todas essas verticais a Oracle acabou investindo muito, tanto organicamente quanto em aquisições. Eu diria que na América Latina temos verticais muito fortes em varejo, telecomunicações, serviços financeiros, oil&gas e public sectors, princpalmente com os megaeventos [Copa do Mundo de 2014 e Olimpiadas de 2016], que estão vindo por ai. Pouca gente sabe, mas a Oracle é um dos grandes provedores como Copa do Mundo e Olimpíadas, já tendo participado de Pequim e outros.

Estamos trazendo, nessas verticais, soluções inovadoras para o core do negócio do nosso cliente.

OLHAR DIGITAL: Como a aquisição de empresas, principalmente a Sun, facilita a entrada da Oracle em novos mercados?

André Papaleo: O mote do nosso evento é "Hardware and Software Engineered to Work Together”. Infelizmente não temos uma boa palavra em português para traduzir engineered, seria como desenhado. Isso melhorou muito nosso portfólio. O que acontece é que, além de termos um bom portfólio natural de servidores [hardware] e atingirmos uma parte do stack disponível de soluções das empresas dentro de TI, hoje a Oracle tem a solução completa, do hardware até sistemas de negócio e internet. Pelo fato da Oracle ter a propriedade intelectual sobre o hardware e sobre o software, a Oracle está fazendo appliances, como se diz nos EUA. Está lançando equipamentos específicos para aplicações individuais. Vamos usar essa força da marca Sun e nosso conhecimento do hardware com o software.

E vamos ter o software tão intimamente integrado ao hardware, que o custo total de propriedade para nosso cliente que comprar a a solução da gente vai ser o menor da indústria.

Vamos supor que venderemos para um grande banco uma solução de Business Intelligence (BI). Esse banco tem uma parceria, um acordo técnico, ou uma definição homologada com um fornecedor de hardware A. Ele vai colocar o BI da Oracle nesse fornecedor de hardware A e ter uma performance X. É assim que o mercado vinha trabalhando. Como a Oracle possui as duas pontas, nós temos uma solução - a Exadata, para ser mais específico, onde no hardware colocamos um software já embutido para uma solução empresarial específica com uma performance 10, 20, 30 vezes mais rápida. Hoje [07/12], nosso presidente [Mark Hurd] mostrou que essa solução pode ser 240 vezes mais rápida que sistemas tradicionais.

Vamos ver, com a aquisição da Sun, a Oracle ir mais e mais por esse caminho, de "Hardware and Software Engineered to Work Together” oferecendo soluções completas para nossos clientes.

 
 
Fonte: Olhar digital

 
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