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INTERNAUTAS RECLAMAM DO BLACK FRIDAY BRASILEIRO E ORGANIZADOR PROMETE MELHORAR

29/11/2010 01:00:00

A perspectiva de aproveitar grandes descontos prometidos pelas maiores lojas do país para esta sexta-feira (26/11), à semelhança do Black Friday americano, animou os internautas brasileiros ? afinal, as promoções valeriam apenas para o comércio eletrônico. No entanto, os que esperavam a data para ir às compras, já se mostram decepcionados com os preços oferecidos:

?Alguém aí achou uma oferta boa de verdade no Black Friday do Brasil? Fala sério?, diz um usuário no Twitter. O outro brinca: ?Black Friday no Brasil é só quando o estagiário cadastra preço errado na loja? e um último, pessimista, decreta:

?Sabe quando vai rolar uma Black Friday igual ao dos EUA aqui no Brasil? Nunca!?

Black Friday nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, a festividade existe há muito tempo, sempre na sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças - tradicional feriado no país, comemorado na quarta quinta-feira de novembro. A fim de limpar seus estoques para as festas de fim de ano e, possivelmente, sair do vermelho (prejuízo) em suas contas, chegando a números pretos (lucro) ? daí vem o nome - as grandes redes de varejo promovem 24 horas de liquidação.

O sucesso é tão grande que o evento foi quase que incorporado ao calendário americano, servindo como um feriado prolongado. Para este ano, os lojistas do país esperam que cerca de 140 milhões de consumidores estejam dispostos a gastar suas economias no grande dia. Em 2009, eles arrecadaram 41,2 bilhões de dólares - contando a sexta-feira e o fim de semana subseqüente - quase 10% de tudo o que conseguem nos meses de novembro e dezembro.

Jason Stanford, morador de Nova Iorque, é um exemplo da euforia que cerca a data. Às 18 horas de quinta-feira, ele já estava em frente a uma loja Best Buy, na Broadway, que só seria aberta às 5h da manhã do dia seguinte. Seu objetivo é um notebook usualmente vendido a 550 dólares, mas que, excepcionalmente na Black Friday, estaria custando 150 dólares ? apenas para os primeiros que conseguissem colocá-lo no carrinho.

"Faço isso há cinco anos, e nunca fico sem o que eu quero", diz.

Black Friday no Brasil
No Brasil, é a primeira vez que se tenta emplacar o Black Friday. Ano passado, a Apple já ofereceu descontos ? não tão generosos ? no dia, mas as maiores redes do varejo não fizeram parte da iniciativa.

Desta vez, o Busca Descontos prometeu reunir as oportunidades. Para que o usuário pudesse visualizar todas elas, teria que fazer uma inscrição no portal e escolher o modo como seria avisado: e-mail, mensagem de texto ou Twitter.

O número de acessos, no entanto, surpreendeu os responsáveis pelo site. Foram mais de 60 mil cadastrados, de modo que eles não deram conta de avisar os inscritos sobre o início das promoções. Por isso, abriram as ofertas ? inclusive as que seriam exclusivas - a todos os internautas.

Nesta sexta-feira, ainda de madrugada, o site chegou a ter média de 5 milhões de visitantes por hora, segundo seus administradores.

Problemas
Apesar da repercussão que o Black Friday brasileiro conseguiu, muitas das promoções listadas no site direcionam o usuário para o especial de Natal de uma loja, ou mesmo para a página inicial de outra, desvirtuando o que seria a festividade. Internautas também reclamavam dos descontos, que não seriam nada especiais.

?É complicado negociar com o varejo?, diz Pedro Eugênio Martins, fundador do Busca Descontos. ?Precisamos, praticamente, evangelizá-los, fazer com que eles abram mão de margens de lucro para fidelizar o consumidor?

Sobre os banners, ou os portais das lojas, que não se referiam à data especial, Martins diz que o que importa é o interesse do usuário:

?Somos um agregador de descontos. Se tiver uma promoção de Natal interessante, mesmo que não tenha nada a ver com o Black Friday, vamos chamá-la do mesmo jeito?.

Segundo executivo, as lojas que se empenharam mais - com direito a hotsites especiais ? como o Walmart, a Netshoes ou o Compra Fácil, foram as que mais ganharam. Algumas chegaram a vender em um dia mais do que vendem em quinze, afirma.

?É um começo, estamos plantando a semente. As redes levaram um susto com a demanda e, no próximo ano, conseguiremos coisas bem mais legais?, promete, admitindo que há muito o que melhorar.

Como disse outro usuário do Twitter, ?a Black Friday não funcionou aqui, né? Mas, também, é muito complicado impor uma cultura de descontos absurdos da noite para o dia?.
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
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