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DOWNLOADS MAIS RÁPIDOS EM SMARTPHONES? NA ÁSIA, NEM TANTO

25/11/2010 01:00:00

Enquanto fabricantes de equipamentos para telecomunicações promovem suas tecnologias sem fio de próxima geração, resta uma questão a responder: será que estão criando capacidade demais em um momento em que não existe demanda por ela?

Empresas como Huawei , ZTE e Alcatel Lucent promoveram agressivamente os seus produtos na feira Mobile Congress Asia, em Hong Kong, na semana passada, e anunciaram velocidades cerca de 50 vezes mais rápidas que as das redes 3G existentes.

À primeira vista, os números atraem. O grupo de pesquisa Wireless Intelligence antecipa que o número de conexões LTE na Ásia atingirá os 120 milhões em 2015, ante virtualmente zero, este ano. A China deve responder por metade do total.

O mercado LTE deve atingir valor de seis bilhões de dólares em 2014, afirmou a Dell´Oro, uma empresa que pesquisa o setor, o que fará dele área lucrativa de crescimento para fabricantes de produtos de telecomunicação como Huawei, Motorola e Nokia Siemens Networks .

No entanto, os investidores em fabricantes de equipamentos de telecomunicação como a Alcatel Lucent e a ZTE podem sofrer alguns problemas antes que cheguem à terra prometida dos serviços de dados com alta margem de lucro, já que as duas empresas anunciaram resultados inferiores aos esperados, duas semanas atrás.

"O que os consumidores desejam agora na Índia é telefonia de voz de boa qualidade e serviços básicos de dados que ainda não requerem rede 3G," disse Sigve Brekke, diretor asiático da Telenor, que não participou do recente leilão indiano de licenças de operação 3G.

"O que um agricultor trabalhando nos campos da Índia faria com acesso de alta velocidade à Internet? É mais provável que precise de informações sobre os preços das safras, e isso pode ser transmitido rapidamente por meio das redes existentes."

A Índia é o mercado de telefonia móvel de maior crescimento no mundo, com mais de 500 milhões de usuários, e operadoras como a Reliance Industries e a Bharti Airtel ainda não lançaram suas redes 3G. Uma rede 4G é improvável ainda por alguns anos, enquanto as operadoras lutam para recuperar os custos de construção da infraestrutura.
 
 
 
Fonte: Uol

 
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