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CRACKERS QUE FRAUDARAM SITES DE VENDA DE INGRESSOS NOS EUA DECLARAM-SE CULPADOS

22/11/2010 01:00:00

Três norte-americanos declararam-se culpados da acusação de fraudar o sistema de venda online de ingressos em sites como Ticketmaster, MLB.com e LiveNation. A intenção era obter os melhores assentos e revendê-los por uma quantia acima do valor original, em shows como o de Bruce Springsteen, produções da Broadway e até mesmo em programas de TV como Dancing with the Stars.

Para que não fossem descobertos, eles criaram um empresa chamada Wiseguy Tickets, que por anos conseguiu os melhores lugares em muitos eventos do país. A prática resultou em cerca de 1,5 milhão de bilhetes adquiridos, comentou o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), em um comunicado na última quinta-feira (18/11). 

Os jovens Kenneth Lowson e Kristofer Kirsch enfrentarão um período máximo de cinco anos de prisão. Já Joel Stevenson, que se confessou culpado de apenas alguns casos, enfrentará até um ano de punição. Um quarto sócio, chamado Faisal Nadhi, ainda está foragido, segundo o DOJ.

Eles haviam sido indiciados em fevereiro e a sentença final está prevista para 15 de março de 2011.

Fraudes

As técnicas utilizadas pelo grupo foram, notavelmente, bem sucedidas. Quando Bruce Springsteen e a E Street Band tocaram no Giants Stadium, em julho de 2008, quase metade dos 440 bilhetes gerais foram adquiridos pelo grupo.

Com a prática, eles conseguiam que inúmeros acessos simultâneos fossem feitos aos sistemas, no exato momento em que os primeiros bilhetes eram postos à venda", comunicou o DOJ.

Ao driblar o sistema CAPTCHA (rotinas para verificação de identidade e de autenticidade), os robôs foram capazes de completar as operações mais rápido do que qualquer ser humano, o que lhes deu uma considerável vantagem na aquisição de tickets para os playoffs da Major League Baseball, Super Bowl e outros espetáculos. 

O grupo operou entre 2002 e 2009, com diversos nomes como: Wiseguys, Seats of San Francisco, Smaug e Platinum Technologies. Ao longo deste período, eles foram obrigados a registrar centenas de domínios falsos e se inscrever em milhares de endereços de email. 

"Depois de adquiridos, os ingressos eram revendidos acima do valor de compra, gerando grande lucro para os envolvidos", comentou o DOJ.
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
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