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LIDERANÇA CHINESA EM SUPERCOMPUTAÇÃO PODE AJUDAR OS EUA

17/11/2010 01:00:00

O domínio americano no campo da supercomputação tem sido desafiado como nunca e isto pode ser a melhor coisa que poderia ter acontecido, em especial no clima de corte de custos que predomina em Washington.

Dos quatro maiores sistemas de supercomputação da lista Top500.org divulgada esta semana, dois estão na China. O Tianhe-1A, de 2,5 petaflops, está em primeiro; o Nebulae, em terceiro. O Japão tem o quarto maior sistema. Os EUA aparecem em segundo com um Cray XT5 Jaguar de 1,75 petaflop. O anúncio foi feito durante a conferência de supercomputação SC10 em Nova Orleans (EUA).

Addison Snell, CEO da InterSect360, um grupo de pesquisas de computação de alta performance, afirmou que a relevância da Ásia em supercomputadores vai chamar a atenção dos políticos.

?Quando toda a imprensa divulga que, dos quatro maiores supercomputadores do mundo, três estão na Ásia, não há dúvidas de que haverá uma resposta do Congresso a isto?, disse Snell.

Reconhecimento de valor
Earl Joseph, um analista de computação de alta performance (HPC, na sigla em inglês) da IDC, disse que a ?competitividade global? guiará a HPC, mas não se trata simplesmente de ver quem é capaz de construir o sistema mais poderoso do mundo.

?Os chineses não estão praticando a velha e tradicional guerra de supercomputação?, explicou Joseph. Em vez disso, o governo da China está construindo 14 diferentes centros de computação com capacidade de petaflops ?porque eles reconhecem o valor competitivo disso?.

A Rússia também percebeu que seus produtos não serão tão competitivos sem uma computação de alto desempenho, disse Joseph, em referência à crítica proferida pelo presidente russo Dmitry Medvedev em relação ao progresso de seu país em supercomputação.

?Eu não sei como a questão orçamentária será encaminhada pelo Congresso [dos EUA]?, disse Andy Keane, gerente-geral da unidade Tesla na Nvidia Corp., mas a tecnologia de supercomputação ?tem relação direta com o progresso que fazemos na economia?.

Projetos simulados
A supercomputação permite a pesquisa com ambientes simulados e, quanto mais poderoso for o computador, maior e mais detalhada será a simulação, como no trabalho de uma célula humana em nível atômico.

Os supercomputadores também podem ajudar os fabricantes a acelerar o desenvolvimento de produtos ao permitir que engenheiros projetem, mudem e testem produtos em ambientes virtuais antes mesmo de construírem protótipos. Os maiores sistemas são geralmente construídos pelos governos.

A Nvidia tem ajudado o governo dos EUA em computação de alto desempenho por meio de um contrato de pesquisa com a Darpa, uma agência de projetos ligados à Defesa, disse Keane.

Em uma chamada pública feita no começo deste ano, a Darpa afirmou que os sistemas atualmente em uso são ?exageradamente ineficientes em termos de energia? e que as tendências em tecnologia em relação a performance ?atingiram um muro?.

Hora e vez das GPUs
Um dos meios de resolver isso tem sido apelar para as GPUs, que são cerca de dez vezes mais eficientes que as CPUs, disse Keane. O contrato com a Darpa tem ajudado a Nvidia a dedicar mais recursos de pesquisa a tais problemas, acrescentou.

Keane disse ser possível melhorar a eficiência das GPUs por ?outro fator de quase cem?, para permitir o trabalho na escala do exaflop ? ou seja, com um sistema aproximadamente mil vezes mais poderoso que outro na casa dos petaflops.

?O computador mais rápido será aquele que consumir o mínimo de energia por operação?, afirmou.

Keane contou que a meta de um sistema em nível exa será atingida em 2018 ou até antes. A previsão é de que entre 2014 e 2015 haverá sistemas com pelo menos um terço do potencial prometido, ou seja, na casa dos 500 petaflops.

A tecnologia GPU da Nvidia foi usada pela China e pelo Japão na construção de seus sistemas. O sistema americano Jaguar, construído totalmente com CPUs, consome cerca de 7 megawatts, enquanto o sistema Tianhe-1A ? que usa GPUs ? consome cerca de 4 megawatts.

Potente e compacto
Os sistemas que usam tecnologia de aceleração têm-se espalhado rapidamente. Esta semana a SGI anunciou um novo sistema que foi construído totalmente com uma ?arquitetura de aceleradores aperfeiçoada?, de acordo com Bill Mannel, vice-presidente de marketing de produto da SGI.

Mannel disse que a abordagem utilizada para construir este sistema, além torná-lo relativamente pequeno, o coloca, em termos de performance, no nível dos exaflops.

O SGI Prism XL, de codinome Mojo, pode proporcionar aproximadamente um petaflop com um gabinete que tem o tamanho de três racks padrões de 19 polegadas de altura (cerca de 48 cm). Ele aceita placas aceleradoras Nvidia, AMD e Tilera. A faixa de preço não foi divulgada.

Apesar das mudanças no ranking de supercomputação, os Estados Unidos mantêm uma ampla vantagem no setor. Dos 500 maiores supercomputadores do mundo, 274 (54,8%) estão nos EUA.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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