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AQUISIÇÃO DO YAHOO! NÃO RESOLVERÁ SUA CRISE DE MEIA-IDADE

18/10/2010 01:00:00

O Yahoo! não resolverá sua crise de meia-idade por meio de uma nova transação.

Alguns grupos de capital privado estão estudando a possibilidade de adquirir o Yahoo!, em parceria com ativos de uma empresa como a AOL ou a News Corp..

Isso marcaria nova mudança para uma companhia que ajudou a definir a internet duas décadas atrás, mas não conseguiu acompanhar seu ritmo. Em lugar disso, o Yahoo! se estagnou, para vantagem de rivais como Google, Facebook e Twitter.

"O que o Yahoo! deseja ser?", perguntou um executivo próximo às discussões entre os grupos de capital privado e as partes interessadas.

É a mesma questão que os investidores vêm propondo desde que o Google superou a empresa pioneira de internet.

Ao longo dos últimos 12 meses, o Yahoo! considerou aquisições ousadas, a fim de manter sua posição de liderança quanto a novas tendências na web. Estudou adquirir a companhia de serviços de localização Foursquare e também o site Groupon, que organiza compras em grupo e está em forte ascensão, de acordo com uma reportagem do blog de tecnologia AllThingsDigital.

Uma coisa que o Yahoo! não seria é uma empresa de internet com forte presença asiática.

De acordo com um cenário que fontes dizem ter sido discutido pelos grupos de capital privado interessados na compra, a transação dependeria o Yahoo! vender seus preciosos ativos asiáticos de alto crescimento, entre os quais sua participação de 40% no grupo chinês Alibaba e seus 35% no Yahoo! Japan.

Analistas estimam que esses investimentos sozinhos respondam por cerca de metade do valor de mercado do Yahoo! e pela maioria de seu crescimento, e uma venda deixaria uma empresa de internet que já passou do pico, com foco nos Estados Unidos e perspectivas incertas.

Desde que assumiu como presidente-executiva do Yahoo!, em 2009, Carol Bartz vem se concentrando no conteúdo, desenvolvendo serviços de vídeo e adquirindo empresas como a Associated Content, que emprega freelancers para produzir artigos curtos e baratos sobre grande variedade de assuntos.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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