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OPERAÇÃO PERSONA: JUSTIÇA MANDA BLOQUEAR BENS DA CISCO BRASIL

13/10/2010

A Justiça brasileira determinou que a unidade brasileira da Cisco ? maior fabricante de equipamentos para redes de computadores do mundo ? tenha seus bens bloqueados devido ao processo que a empresa sofre sob a acusação de importação fraudulenta. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

O bloqueio fica restrito somente aos bens, sendo que cartórios e juntas comerciais já registravam a ação. Já as contas bancárias poderão ser movimentadas normalmente, depois que a Cisco conseguiu uma liminar que permite que seus ativos financeiros sejam liberados.

Ainda de acordo com a publicação, a Cisco informou que seus escritórios e operações no Brasil ?continuarão funcionando normalmente?. A empresa destacou ainda a importância do mercado nacional para os negócios da empresa e que ?manterá seus compromissos com o País, bem como funcionários, clientes e acionistas?.

Entenda o caso

Em outubro de 2007, a Cisco foi alvo da Operação Persona, movida pela Polícia Federal, que prendeu 40 pessoas entre funcionários e envolvidos com negociações associadas à multinacional. As detenções incluíram o então presidente Pedro Ripper e Carlos Roberto Carnevali, ex-presidente da corporação e fundador da subsidiária nacional.

A lista de acusações contra funcionários da empresa era extensa: interposição fraudulenta em importações, processo no qual se omite o nome do verdadeiro importador, ocultação de patrimônio, fraude no pagamento de tributos (descaminho), sonegação fiscal, evasão de divisas, uso de empresas fantasmas, entre outras.

Na época a unidade já era líder na América Latina, área que respondia por aproximadamente 10% dos negócios gerais da Cisco em todo o mundo. Durante as investigações, em novembro de 2007, a empresa optou por desligar Carlos Carnevali, um dos principais pivôs do escândalo, alegando que ele havia descumprido o código de conduta de negócios.

A Operação Persona culminou em um total de multas de 3,3 bilhões de reais, tanto à Cisco quanto a uma série de outras empresas enquadradas na ação da PF.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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