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CIBERCRIMINOSOS SÃO CONDENADOS PELA JUSTIÇA DE GOIÁS

08/10/2010

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) conseguiu, na Justiça, a condenação de quatro pessoas que obtinham dados de internautas irregularmente, a partir do envio de e-mails com vírus.

De acordo com denúncia do MPF/GO, os réus organizavam um esquema para se valer da fragilidade do sistema bancário e da boa-fé dos usuários de internet para lesá-los. ?Os réus, com o esquema, visavam à subtração em massa de valores depositados em contas bancárias?, afirma o procurador da República Daniel de Resende Salgado, autor da acusação.

Weverson da Silva Pereira (vulgo ?Negão?), João Batista Pereira de Santana (vulgo ?Magrelo? ou ?JB?), Cleiton Gonçalves da Silva (vulgo ?Filé? ou ?Mãozinha?) e Claudyldes Cardoso Pereira (vulgo ?Claudinho?) foram acusados de instalar programas com ?cavalos de troia? em computadores alheios. A partir daí, parte do grupo obtinha endereços eletrônicos e enviava e-mails com os programas trojan.

Ao abrir as mensagens disfarçadas, os usuários tinham seus computadores violados e infectados com o programa que era automaticamente instalado na máquina. Depois disso, todos os dados relativos à movimentação bancária eram enviados, fraudulentamente, para os computadores de dois do grupo. Por meio dessa manobra, eles violavam o sigilo bancário dos usuários e furtavam os dados relativos a senhas, agências e contas de diversos correntistas ?com o objetivo de subtrair valores dos internautas?.

Interceptações telefônicas demonstram envolvimento dos quatro na prática fraudulenta. Além disso, em depoimentos, os próprios acusados explicaram como executaram todas as fases do programa delituoso. ?Realizadas as transferências das contas violadas para as contas receptoras, os valores eram em seguida sacados em benefício dos acusados que lucravam com as operações?.

Os quatro foram condenados pelo juízo da 5ª Vara Federal a 3 anos e 9 meses de reclusão e 40 dias-multa ? que equivale a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos, com correção monetária. Para Weverson Pereira e João Batista, há a possibilidade de substituir a pena para prestação pecuniária no valor de 15 salários mínimos para a Associação dos Idosos do Brasil e prestação de serviços à mesma associação.

Já Cleiton Gonçalves e Claudyldes Cardoso podem ter a pena substituída para prestação pecuniária no valor de dez salários mínimos à Associação de Pais de Excepcionais Gota de Orgulho mais prestação de serviços a essa instituição.
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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