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PREMIERE ELEMENTS 9 TRAZ VARIEDADE DE RECURSOS E ALGUNS OBSTÁCULOS

04/10/2010

 

Câmeras digitais básicas foram capazes de capturar vídeo por anos e, agora, a última geração de DSLRs se distingue por sua capacidade de gravar muito bem imagens, além de tirar fotografias. Cada vez mais telefones móveis como o iPhone 4 conseguem filmar em HD, mas as opções para editar esse tipo de material são limitadas. 

O iMovie ?09 é indicado para fazer clipes curtos, fáceis de serem editados, mas a Apple perdeu muitos dos fãs quando mudou completamente as ferramentas do iMovie, depois da versão 6. O Final Cut Express proporciona muitos recursos, mas é preciso certo conhecimento para pessoas que não estão acostumadas com a linguagem de edição. E ferramentas mais avançadas, como o Final Cut Pro ou Adobe Premiere Pro CS5, são geralmente avançadas e caras demais para quem filma num ritmo mais casual. 

Com o novo Premiere Elements 9, a Adobe oferece uma alternativa que proporciona melhor capacidade de edição que o iMovie, mas com uma interface mais simples do que o Final Cut Express (pelo menos ao usar o modo Sceneline). E custando 100 dólares (nos Estados Unidos), o Premiere Elements sai pela metade do preço ou menos (quando comparado com o Photoshop Elements 9) ou Final Cut Express. O iMovie é gratuito na compra de um Mac novo - sai por 79 dólares como parte do iLife. 

Apesar de o Premiere Elemets ter sido refinado em muitas versões no Windows, esse lançamento marca a primeira aparição no Mac. Como resultado, esse ?novo? produto não está começando como um editor muito básico (como o iMovie 8). Apesar de seu grande poder  de edição, o programa pode rapidamente se tornar complexo ? o que é tão bom quanto ruim, dependendo do que o usuário espera do software ? e mesmo o modo de edição fácil é comprometido por algumas coisas irritantes.

Editando em todos os níveis
Para usuários casuais que pretendem começar na edição de vídeo sem se comprometerem com a tradicional linha do tempo multi-track, o Premiere Elements oferece o Sceneline. Cada clipe adicionado é representado por uma miniatura única, com ícones de transição separando cada trecho. Basta simplesmente arrastar os clipes do painel Organize para preencher o vídeo.

 

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O Sceneline possui uma interface que intimida menos o usuário que o painel Timeline

Esse ambiente, e outros recursos do Premiere Elements, refletem o objetivo do software em fazer a maior parte do trabalho para pessoas que não querem mergulhar nas complexidades da edição de vídeo. 

Por exemplo, a ferramenta Instant Movie é projetada para permitir que o programa monte um vídeo com a filmagem, enfeitado com elementos temáticos. O usuário obtém um filme pronto, no entanto não possui nenhum controle sobre a aparência, e ele é exibido na Sceneline  como mais um clipe renderizado (o Magic Movie, recurso do iMovie HD 6, tinha um conceito parecido).

Mas mesmo novatos não conseguem escapar da complexidade no Premiere Elements. Ao começar um novo projeto, as configurações da câmera são automaticamente selecionadas para o usuário (ou combinam as preferências usadas em projetos anteriores). Há uma opção na janela de novo projeto que especifica quais configurações de vídeo serão usadas, e apesar da lista de formatos ser claramente estabelecida, há algumas lacunas. 

Por exemplo, o iPhone não aparece, mas há uma opção para a Canon PowerShot G11, que grava numa resolução de 640x480 a 30 frames por segundo (fps). Foi preciso percorrer a lista, checar as especificações de resolução, procedimentos que a maioria dos usuários básicos provavelmente não está acostumada. Não estamos pedindo para a Adobe incluir os perfis de todas as câmeras do mercado, mas uma seleção mais abrangente que combinasse com os modelos populares seria menos confuso. 

Há boas notícias apesar dessa potencial confusão, porque, na verdade, não importa o formato escolhido ? algo que não é imediatamente aparente, o que leva os usuários a pensar que fizeram algo de errado. Se o formato do primeiro clipe adicionado ao projeto não combinar com as configurações do projeto, o Premiere Elements oferece a opção para mudar as preferências automaticamente (mas o usuário não pode modificar as atribuições mais tarde).

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Usuários menos avançados podem se perder nas listas de especificações de vídeo

Durante o teste, o programa automaticamente escolheu ?Sony XDCAM EX 720p?, nome o qual não combina com as configurações da G11 (720p sendo uma variante do HD), e cujo formato é na realidade listado como ?Flip Mino and Ultra 30P?. Mas tem as especificações corretas. 

Uma vez que o projeto é montado, é possível adicionar clipes de diferentes formatos e resoluções, e o software escala esses vídeos para combinarem. Isso pode significar qualidade reduzida, dependendo do tipo de filmagem (ao adicionar um vídeo SD a um projeto HD, por exemplo). 

Entre as novidades mais apregoadas do Premiere Elements está o suporte nativo a filmes gravados no formato AVCHD (Advanced Video Codec, High Definition). Muitas filmadoras salvam o material em alta definição nesse formato altamente comprimido para armazenar mais conteúdo nos cartões de memória ou discos rígidos internos.

Para melhorar a performance de execução e edição, o iMovie e o Final Cut Express primeiro convertem os arquivos AVCHD para AIC (Apple Intermediate Codec), um processo de consumo de tempo que cria arquivos maiores. O Premiere Elements consegue importar e editar os materiais em AVCHD sem essa conversão, economizando o tempo que o usuário espera ansioso para editar. 

Ao "aparar" e organizar os arquivos AVCHD, a performance foi boa durante os testes em um MacBook Pro de 2010 (2.66 GHz Intel Core i7) e em um Mac mini de2009 (2GHz Intel Core 2 duo). Apesar disso,  adicionar elementos como títulos, efeitos ou sobrepor clipes em outras faixas ocasionou que frames da execução fossem "diminuídos", com o objetivo de acompanhar o tempo real.

A exibição ainda sim foi aceitável, mas não ideal, dependo do que é aplicado; ao adicionar o efeito Stabilizer, que corrige filmagens tremidas (e utiliza muito do processador para isso), a execução praticamente parou. Nesses casos, renderizar os clipes (no qual as edições são combinadas e gravadas no disco temporariamente) melhorou a exibição.

Renderização é obrigatória para maioria dos sistemas de edição de vídeo, como o Final Cut Express e Final Cut Pro, mas pode ser irritante para pessoas acostumadas com o iMovie ?09, que não requer esse procedimento. 

 O organizador
Juntamente com a aplicação do Premiere Elements, outro importante componente é o Adobe Elements 9 Organizer, um programa separado para armazenamento e organização de arquivos de mídia. Ele permite dar nota a clipes, atribuir palavras-chave e agrupar materiais em álbuns (o Organizer é compartilhado pelo Photoshop Elements, que na versão 9 substitui o Adobe Bridge para tarefas parecidas). 

O Organizer não é somente outro depósito de vídeo. Quando ativado, ele automaticamente analisa clipes por características como frames borrados, contraste alto de luminosidade e presença de pessoas, e aplica tags inteligentes de acordo com essas características.

A ferramenta Auto-Analyze faz um ótimo trabalho ao dar o primeiro passo na revisão das imagens, marcando pontos que podem ser cortados e outros que devem ser mantidos. As tags são pontos-chave  em muitos recursos úteis no Premiere Elements, como o Smart Trim. Áreas com problemas em potencial são marcadas na linha do tempo, com notas pop-up que descrevem porque elas foram marcadas. É possível remover essas áreas, que são automaticamente substituídas por uma transição rápida, que cobre a edição. 

Mas alguns pontos negativos estragam a utilidade do Auto-Analyzer e do Smart Trim. Se o usuário aplicar alterações na edição na Sceneline e trocar para o painel da linha do tempo, observa-se que o clipe não foi separado, e que não há objeto de transição que permite alterar o tipo ou duração da pausa. 

 

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O Start Trim insere tags que ajudam na hora de selecionar materiais que serão cortados

Além disso, a ferramenta Auto-Analyzer  detecta o que o recurso interpreta que são cenas, as separa em clipes e os aglomera em um grupo de cena. Isso é bom ao importar um bloco longo de filmagem de uma fita. Ele também cortou alguns materiais contínuos quando a gravação foi feita com câmeras que salvam em cartões de memória, no qual cada clipe é gravado como um arquivo discreto. Uma vez separados, não há um jeito fácil para fazer o Elements reconhecer os fragmentos como uma cena contínua, e também não há uma maneira de desligar essa detecção; é preciso expandir um na edição e apagar os outros.

DVD e compartilhamento
Uma característica que definitivamente separa o Premiere Elements de seus primos da Apple é a capacidade integrada de criar projetos em DVD a partir do filme, incluindo marcadores de capítulos e menus temáticos. Se for preciso compartilhar os projetos em disco, não é preciso alternar para outro aplicativo, como por exemplo iDVD. A ferramenta não chega próximo da variedade de customizações que o iDVD possui, e os templates oferecidos estão longe do estilo e aparência profissionais. 

Para aquele que desejam as ferramentas de apresentação de um DVD, o Web DVD cria uma versão baseada em Flash de um template de DVD para salvar no disco rígido ou para fazer upload em uma conta gratuita no Photoshop.com ou no servidor próprio do usuário.

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O Organizer armazena vídeos, fotos e áudio e atribui tags para ajudar no gerenciamento

O Premiere Elements também sabe como o mundo online está se comportando, e adicionou suporte para enviar conteúdos de mídia para o Facebook. A ferramenta não aparece na aba de compartilhamento, como era de se esperar (ou mesmo na opção Online para enviar para sites de compartilhamento de vídeo (Upload to video sharing Websites), mas está localizado no painel Organizer. Logo, caso o usuário queira fazer o upload de um vídeo que tenha sido editado recentemente para  o Facebook, não é possível fazê-lo diretamente: é necessário exportar o vídeo para o disco rígido, adicionar o material ao Organizer e então fazer o upload de lá. 

Mais probleminhas
Apesar das excelentes ferramentas no Premiere Elements, algumas coisas irritantes apareceram, que distraem ou complicam a edição. 

Na grande maioria dos programas de edição de vídeo, a barra de espaço é o botão universal de Play/Pause. No Photoshop  Elements isso também é verdade, contudo isso depende do ponto no qual o usuário está na aplicação. Muitas vezes, ao pressionar espaço para iniciar um clipe, nada aconteceu porque o painel Tasks estava selecionado, e não a linha do tempo ou a aba Monitor. 

Em outros momentos, a interface demonstra uma surpreendente falta de interatividade. Arrastar e aumentar a altura de uma faixa na linha do tempo não anima a ação; o usuário arrasta, reposiciona o cursor na dúvida se realmente clicou no lugar certo, então solta o botão no ponto em que a altura da trilha muda. Não só é diferente do estilo Mac como parece um pouco arcaico.

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Ao clicar para posicionar a reprodução no clipe anterior (acima), o vídeo é expandido para caber no meio da linha do tempo (abaixo)

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Na Sceneline, a linha do tempo no monitor faz um procedimento irritante ao posicionar a reprodução em outro clipe. A linha do tempo centraliza a execução na janela e dá um zoom para expor mais a duração do vídeo para um melhor controle dos frames. Isso parece útil, mas o resultado é uma espera de quatro segundos cada vez em que o usuário posiciona a reprodução em um novo clipe e solta o botão do mouse. 

Ao tentar importar vídeos de um iPhone 4 e de um iPhone 3GS, não foi possível usar o módulo de captura de mídia do Organizer para importar os materiais. No Premiere Elements, há duas opções para importação, uma em Videos e a outra em Photos; a primeira funcionou bem, mas a segunda acabou travando o utilitário de importação de mídia da Adobe (a empresa está investigando esse problema). Transferir clipes para o HD usando primeiro o Image Capture e depois importando funcionou bem. 

Conclusão
A força do Adobe Premiere Elements está concentrada nas capacidades de edição multri-track, juntamente com ferramentas muito amigáveis ao editor de vídeo, como o Smart Trim e os recursos de criação e gravação de DVDs integrados ao próprio programa.

Apesar dos problemas com a interface do Sceneline, o programa proporciona um evento simplificado para editores casuais, mas que rapidamente são levados a opções mais complexas de edição na linha do tempo. 

Caso o usuário procure por um substituto do iMovie HD 6, mas ainda não se arriscou a pular para o Final Cut Express, o Premiere Elements 9 oferece uma maneira de fazer essa transição na direção de técnicas mais avançadas de edição de vídeo. No entanto, o modo Sceneline pode apresentar muitos aborrecimentos em termos de uso prolongado; ainda assim, o programa oferece uma rica variedade de recursos para edição de vídeo a um bom preço. 

Por aqui, o programa só será vendido dentro do pacote PEPE (Photoshop Elements 9 & Premiere Elements 9) e estará disponível a partir da primeira semana de novembro. O preço sugerido para o PEPE é 199 reais.
 
 
 
Fonte: MAcWorldBrasil

 
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