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62% DOS EXECUTIVOS NÃO CONFIAM EM CLOUD COMPUTING, DIZ ESTUDO

01/10/2010

A oitava edição do estudo anual sobre segurança da informação realizado pela PricewaterhouseCoopers, em parceria com as publicações CIO e CSO, aponta que a confiança ainda representa uma barreira importante para as empresas adotarem cloud computing (computação em nuvem).

O levantamento de 2010, que ouviu 12.847 executivos das áreas de negócio e de tecnologia de todo o mundo ? inclusive do Brasil ? aponta que existe um grande interesse das organizações em cloud computing, com o intuito de tornar as operações mais enxutas e reduzir custos. Mas a maioria entende que segurança na nuvem não avançou muito no último ano e, por conta disso, ficam reticentes com o assunto.

Entre os executivos entrevistados, 62% têm pouca ou nenhuma confiança na capacidade de garantir a segurança dos ativos colocados na nuvem. Além disso, 49% dos profissionais que já utilizaram cloud computing se mostraram reticentes em relação à confiança no modelo.

Quando questionados sobre o que eles consideram o grande risco para suas estratégias de cloud computing, os entrevistados citaram a incerteza sobre as políticas de segurança implementadas pelos provedores e questões relacionadas a treinamento inadequado e dificuldade de realizar auditorias.

James Pu, CIO da associação de profissionais aposentados da cidade de Los Angeles, Lacera (Los Angeles County Employees Retirement Association),  admite que adora a flexibilidade e a agilidade que pode ser conseguida com o modelo de cloud computing. Contudo, ele se mostra preocupado com a disponibilidade e os riscos de segurança.

Além da questão de não confiar no link de dados, Pu destaca que desconfia da participação de terceiros. ?Fornecedores de cloud usam empresas terceirizadas para hospedar o data center e o hardware?, destaca o executivo, que complenta: ?E caso ocorra um bug de software, acidentalmente, esse terceiro pode revelar todos os meus dados."

Mesmo ciente de todos os riscos, Larry Bonfante, CIO da Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA, United States Tennis Association), decidiu migrar para a nuvem, de forma cautelosa. O principal cuidado que tomou foi proteger os dados dos clientes. Para tanto, ele optou por não colocar nas nuvens aplicações críticas, como o sistema de vendas online de ingressos. Em contrapartida, já colhe os benefícios de colocar as soluções de finanças e de contabilidade nas nuvens.

?Reduzimos os custos e o número de servidores, sem contar que conseguimos desenvolver soluções mais rapidamente?, revela Bonfante, ao analisar os benefícios de cloud computing. Ele acrescenta que, com o modelo, tem contribuído para a redução no consumo de energia elétrica.

Antes da adoção em massa de cloud computing pelas empresas, no entanto, algumas coisas devem acontecer para que o modelo seja encarado como seguro, considera o CSO global da empresa de investimentos Pionneer Investments, Ken Pfeil.

A primeira questão a ser resolvida, pontua Feil, é que os especialistas em segurança devem criar regras específicas para cada tipo de dado que pode, ou não, ser armazenado na nuvem, seja por conta de informações dos clientes ou por questões de propriedade intelectual. Ele considera também que é essencial classificar as informações para atender a normas regulatórias e garantir o controle financeiro.
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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