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A WEB ESTÁ MORRENDO OU ESTÁ EM TODA PARTE?

01/10/2010

Quando a Wired, hiperbolicamente, declarou: ?A web está morta?, minha visão de mundo não mudou, apenas trouxe à tona algo que, inconscientemente, eu já sabia. 

O navegador não é sempre (e é cada vez menos) o melhor acesso à Internet ? especialmente em dispositivos móveis. Por anos, com meu iPhone, e, agora, com o Droid, eu praticamente ignorei a pequena janela do browser em favor dos aplicativos, como os do New York Times, Facebook e Weather Channel.

Esta semana, na conferência Web 2.0, em Nova York (EUA), John Gruber, do blog Daring Fireball, tentou ilustrar a supremacia desses pequenos programas ao mostrar o absurdo que existe em uma tela de iPad ocupada apenas por um único ícone - o do navegador Safari.

Nesse mesmo dia, um diferente obituário apareceu, e não surpreende que tenha surgido em um painel chamado ?O que esperar dos browsers?. Ele veio em meio à discussão sobre HTML5, esse padrão emergente que permite que o navegador rode aplicativos diretamente de páginas da Internet ? os famosos aplicativos web. Håkon Wium Lie, da Opera Software, previu que esse formato dominará os smartphones. ?Aplicativos? Acho que eles ficarão na web?, disse.

Enquanto isso, a Microsoft apresenta uma terceira alternativa, ao abarcar a web em sua plataforma Windows Phone 7. Um exemplo: assim como o Android, o sistema da empresa mostra as atualizações do Facebook diretamente na lista de contatos do celular. 

Mais do que isso, o usuário pode comentá-las neste mesmo espaço, e mesmo o programinha para Facebook torna-se desnecessário. Seus amigos podem ser identificados com a foto de exibição da rede social; o que ele fizer lá, repercutirá no aparelho.

?Assim, você nem tem que abrir qualquer aplicativo, consegue-se a informação logo na primeira tela?, disse Paula Guntaur, designer da Microsoft.

Fusão de tendências
A realidade será uma fusão dessas visões. iPhones, iPods e iPads não deixarão de lado o Safari. A ferramenta da Microsoft não dominará o mercado, mesmo porque, segundo Guntaur, ela só terá funções simples, como enviar mensagens no Facebook. Por isso, a gigante dos softwares também está preparando uma loja virtual de aplicativos.

A linha que divide a web e o software tem se tornado cada vez mais tênue. Gruber, inclusive, alega que a web, mais que se separar do iOS, já é parte dele, já que o sistema possui um monte de serviços baseados em sua arquitetura. Ele mostrou um diagrama no qual um grande círculo, que representa a web, estava dentro de outro, o do iOS.

Qual círculo toca qual é uma questão de semântica. No entanto, a apresentação de Gruber ? web, aplicativos e sistema operacional unidos ? ilustra uma realidade possível. ?Como você pode dizer que o Twitter, mesmo se estiver rodando dentro de um programa, não é um aplicativo web??, questionou. ?Só porque não está escrito em HTML? Eu digo que isso não significa que ele não seja mais um deles?, provocou.
 
 
 
 
Fonte: IDgNow

 
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