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CNPQ E MICROSOFT PESQUISAM BANDA LARGA POR RÁDIO

29/09/2010

A Fundação CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) e a Microsoft Research assinaram, nesta terça-feira (28/9), em Campinas (SP), um acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento de rádios cognitivos. Estes últimos, dispositivos controlados por software e capazes de utilizar diversos espectros de radiofrequência que, embora reservados, podem estar ociosos numa determinada região.

?Os rádios cognitivos levam inteligência à infraestrutura de acesso sem fio?, explica o gerente de sistemas de comunicação sem fio da Fundação CNPq, Fabricio Lira Figueiredo. ?No nosso caso, trata-se de uma aplicação específica: aumentar a eficiência no uso do espectro, tomando frequências destinadas à TV digital, mas não utilizadas, para uso na oferta de banda larga.? Uma vez dominadas, essas tecnologias poderiam ser cedidas à indústria para que se transformem em produtos, diz o gerente.

Pelos termos do acordo, a Microsoft Research contribuirá com a oferta de uma plataforma de desenvolvimento de rádio cognitivo para que, a partir dela, a Fundação CNPq possa criar tecnologias capazes de explorar as frequências não utilizadas da TV digital. Engenheiros e pesquisadores das duas organizações também ganham, a partir de agora, um canal privilegiado de comunicação.

Troca de experiências
?Nossa participação ocorre por meio da transferência de conhecimento?, relata Raimundo Costa, responsável pelo atendimento ao setor público na área de tecnologia da Microsoft. ?Neste estágio do desenvolvimento, pesquisadores da Fundação CNPq e da Microsoft Research vão trocar experiências, o que vai acelerar o processo?, diz.

Costa diz que, nos EUA, a Microsoft obteve uma licença experimental da FCC (órgão regulador das telecomunicações no país) para testar a tecnologia em sua sede, em Redmond. A plataforma que foi cedida ao CNPq, chamada KNOWS (Networking Over White Spaces), inclui, além de rádios cognitivos, rádios definidos por software e sistemas de multirrádios que coexistem em harmonia em uma ampla faixa de frequências.

Segundo Figueiredo, do CNPq, mais de 20 pesquisadores estarão envolvidos nos estudos sobre rádios cognitivos. Ao fim do projeto, que terá a duração de três anos, o CNPq quer entregar uma nova geração de roteadores cognitivos. ?Nosso objetivo também é o de gerar subsídios para a orientação de futuros desenvolvimentos. Além disso, os resultados do projeto podem ajudar o Ministério das Comunicações a criar políticas públicas sobre o uso adaptativo do espectro?, aponta.
 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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