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CÂMERA FOTOGRÁFICA DA SONY PERMITE CONFIGURAÇÃO DE FOCO EM FILMAGEM

24/09/2010

  • Divulgação

    Alpha A55 tem resolução de 16 megapixels; versão com lente de zoom 3x custa US$ 850

Quando cunhou o termo ?SLR", a indústria de terminologias não estava operando no ponto mais alto de seus poderes criativos.

Uma SLR é uma daquelas câmeras grandes, pretas, estilo profissional. Elas fazem coisas que fazem as câmeras de bolso parecer embusteiras: elas podem tirar o fundo de foco, tirar fotos com baixa iluminação sem flash e fotografar sem atraso no obturador (a demora após você apertar o botão para fotografar). E graças aos enormes sensores de luz e lentes, as fotos ficam fantásticas.

Mas ai ? que nome. Mesmo se você souber o que SLR significa (?single-lens reflex?, monoreflex ou reflex de lente única), você não tem ideia do que ele significa. ?Lente única? é enganador, porque o principal sentido dessas câmeras é o fato de você poder encaixar dezenas de lentes diferentes. E para a maioria das pessoas, reflexo se refere ao pulo que você dá ao ver o preço.

Deixando as brincadeiras de lado, historicamente, havia um sentido para o termo ?single-lens reflex? (sim, eu também uso a Wikipédia). Ele descreve os espelhos e prismas que desviam a luz da lente para seu olho.

Recentemente, uma nova geração de câmeras sem lente chegou ao mercado. Elas parecem e funcionam como as SLRs ? com lentes intercambiáveis, sem atraso no obturador e assim por diante? mas são menores e gravam vídeos de alta definição. (Como tecnicamente elas não são mais SLRs, a revista ?Popular Photography? propôs o termo ILC para elas, de ?interchangeable-lens compacts? ? compactas com lentes intercambiáveis. Vamos seguir com ele.)

Sony Alpha A55
A nova câmera Alpha A55 da Sony, disponível em outubro (US$ 850 com lente com zoom 3X), é uma SLR ? desculpe, uma ILC ? que muda muitos jogos de uma só vez.

Ela aceita qualquer uma das 33 lentes Alpha existentes, mas suas entranhas radicalmente diferentes lhe concedem talentos que nenhuma outra câmera tinha antes.

Explicar as inovações da A55 exigirá um ou dois parágrafos técnicos, mas você se sentirá mais inteligente quando terminar.

Em uma SLR típica, a luz da lente atinge um espelho, que reflete a luz para seu olho e para um sensor de foco. A bênção: você vê o mesmo que a lente. A maldição: quando você tira a foto de fato, o espelho precisa sair do caminho para que a luz atinja o sensor principal de imagem (o ?filme?). Nessa fração de segundo, a câmera não consegue focar. Se alguém ou algo estiver correndo na sua direção, uma SLR típica pode ter dificuldades para manter em foco as fotos disparadas em sequência.

Esse também é o motivo para a maioria das SLRs não conseguir mudar o foco durante a gravação de vídeo. Se você começar a gravar algo em close e então mover a câmera para algo do outro lado da sala, o vídeo ficará fora de foco.

Ainda comigo?

Tudo bem.

A câmera A55 da Sony adota uma nova versão de uma ideia fotográfica com décadas de idade: o espelho é transparente. Ele divide a luz entre o sensor de foco e o sensor de imagem ? o tempo todo. O espelho não precisa abrir para que a foto seja tirada, de forma que o foco automático nunca fica às cegas quando você tira uma foto.

Como resultado, a câmera pode tirar incríveis 10 fotos por segundo, corrigindo o foco o tempo todo. A Sony diz que nenhuma outra câmera pode fazer isso.

  • Divulgação

    Câmera da Sony conta com um visor grande; resolução da tela é de 1,4 milhão de pixels

Vídeos com mudança de foco
A câmera também grava belos vídeos em alta definição e pode mudar de foco enquanto você movimenta a câmera, de forma bela e cinematográfica.

Muito poucas SLRs, ou mesmo ILCs, conseguem esse truque ? mudar o foco durante a gravação de um vídeo.

Mas a Sony não apenas muda o foco no vídeo. Ela muda o foco rapidamente. Segundo a Sony, a A55 é a primeira câmera ? ou câmera de vídeo? a usar o que é chamado de foco com detecção de fase para vídeo. (Outras câmeras, todas de vídeo, usam um sistema mais lento chamado detecção de contraste.) Isso só é possível porque, nesta câmera, o sensor de foco automático pode ver a cena o tempo todo.

Agora, para conseguir este desenho incomum, algo precisava partir ? no caso da A55, o visor óptico. Quando você segura a A55 diante de seu olho, você basicamente está vendo uma tela de TV minúscula no visor, em vez de espiar pelo vidro da lente. Em outras palavras, é um visor eletrônico.

Fotógrafos geralmente detestam visores eletrônicos, porque nenhuma tela é tão nítida quanto a vida real. Mas o visor da Sony é extremamente grande, brilhante e nítido (que tal 1,4 milhão de pixels?). E contar com uma tela no visor lhe dá todo tipo de vantagens que você não consegue quando olha pelo vidro.

Por exemplo, você pode ver exatamente que efeito seus ajustes terão antes de tirar a foto (balanço de branco, exposição, foco e assim por diante). E pode convocar sobreposições digitais no visor, incluindo um nível horizontal. Você pode ampliar a cena até 15 vezes para um foco manual preciso. Você pode assistir suas fotos diretamente no visor ? uma função rara, surpreendentemente útil, especialmente quando você está experimentando os ajustes ou revendo suas fotos em plena luz solar (que desbota um pouco a tela).

Você também pode gravar vídeo com a câmera diante do seu rosto, um modo mais estável de segurar a câmera. (A maioria das SLRs exige que você olhe pela tela na traseira para gravar vídeo.)

A melhor parte é que essas funções empolgantes fazem parte de uma câmera de modo geral excelente. A A55 conta com o modo varredura panorâmica da Sony, onde você move seu braço em um arco enquanto a câmera tira fotos ?e então, dois segundos depois, a câmera exibe uma foto panorâmica incrível com 270 graus, montada automaticamente. A qualidade é fantástica, apesar de que apenas no modo automático.

A A55 também cria automaticamente fotos com otimização dinâmica ? um truque bacana com o qual cria brilhos mais brilhantes e escuros mais escuros ao sobrepor três fotos com exposições diferentes.

Há um microfone estéreo embutido para uso com seu vídeo, mais uma entrada para microfone. O posicionamento dos botões é excelente ? especialmente o botão dedicado de gravação de vídeo (não é necessário mudar de modo quando bate a inspiração cinematográfica). A tela que abre e gira permite que você fotografe acima da cabeça, na altura do joelho ou até mesmo faça autorretratos.

Pequenos problemas
Eu estava tão confiante na capacidade da A55 de não arruinar oportunidades de foto que fiz uma coisa arriscada: eu a utilizei como único dispositivo de gravação na única festa de sexto aniversário do meu filho. Final feliz ? a proporção de fotos boas foi extremamente alta. Até mesmo o momento de baixa luminosidade do assoprar da vela ficou fantástico no vídeo, como se Scorsese tivesse filmado. (Veja as fotos de amostra que acompanham esta coluna em
nytimes.com/personaltech.)

Entretanto, há alguns problemas. Aquele modo de 10 fotos por segundo exige muita luz; em recinto fechado, as fotos em modo super-rajada às vezes ficam muito escuras e não é possível ajustar a abertura neste modo.

A câmera é pequena e leve em comparação com as verdadeiras SLRs, mas ainda é muito maior do que, por exemplo, a minúscula NEX-5 da Sony (a menor do seu tipo do mundo, apesar de você abrir mão de muitas funções ?como flash, dial de modo e a ampla opção de lentes).
Há dois modos de reprodução, um para fotos e um para vídeos, e é incômodo precisar alternar entre eles. A duração da bateria é de cerca de 350 fotos por carga, o que poderia ser melhor. E alguns dos modos mais bacanas (como otimização dinâmica) exigem muito processamento após cada foto, período durante o qual você não pode usar a câmera.

Ainda assim, a A55 tira fotos e grava vídeos tão bem quanto qualquer uma em sua faixa de preço ?e, em alguns casos, melhor do que equipamento bem mais caro. (Uma câmera irmã, a A33, já está disponível por US$ 100 a menos. Ela oferece sete fotos por segundo em vez de 10, e 14 megapixels em vez de 16; ela também não conta com o chip GPS que acrescenta a cada foto sua localização.)

Mais empolgante é ver a Sony encontrando de novo sua força, apresentando novas ideias de design radicais que, neste caso, realmente avançam o estado da arte.

Em outras palavras, talvez o termo certo para a A55 não seja nem SLR e nem ILC. Talvez seja realmente EPF (empolgante passo à frente).
 
 
 
 
Fonte: UOl

 
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