Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

IMPÉRIO GOOGLE AMEAÇADO?

24/09/2010

No mundo atual, parece que tudo está se convergendo para Mark Zuckerberg, o co-fundador do Facebook. Esta semana a Revista Forbes o posicionou entre os 49 homens mais ricos dos Estados Unidos, enquanto Tome Paul Buchheit, co-fundador do FriendFeed e um dos criadores do Gmail, deu uma declaração bombástica sobre a rede social de Mark: "Para mim, o Facebook tem potencial para valer mais do que a Google".

Buchheit tem certo interesse em que o Facebook tome o lugar do império Google, afinal, o seu site depende (e muito) da rede social. O acordo fechado entre o FriendFeed e o Facebook foi de US$ 50 milhões, com cerca de US$ 30 milhões em ações, ou seja, se o Facebook se tornar mais rico que a Google, Buchheit vai lucrar muito com isso.

Mas, por outro lado, a Forbes contempla mais de 400 pessoas em sua lista anualmente, dentre eles o implacável Bill Gates e o queridinho Steve Jobs, e portanto não parece ter tido segundas intenções em colocar Mark nesta posição privilegiada.

Com isso, não dá para saber ao certo a veracidade das opiniões ou até se existe uma segunda intenção por trás das declarações, mas a verdade é que a cada dia que passa o Facebook dá mais e mais indícios de que pode ter vindo ao mundo como uma brincadeira, mas não pretende permancer brincando.

Mark tem apenas 26 anos com uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões, além de ter participação no capital da rede social, que atualmente já ultrapassa os 500 milhões de usuários. O co-fundador do Facebook virou história de cinema, case de sucesso entre os universitários e só está no mercado há seis anos.

E tem mais: segundo Buchheit, a avaliação que o mercado faz do Facebook é baixa. Atualmente no SecondMarket, empresa focada em compra e venda de ações, a avaliação da rede social é de US$ 30 bilhões. Porém, mais que o crescimento assombroso, o grande trunfo do Facebook é sua própria funcionalidade e natureza. Eles colecionam informações sobre os internautas e esse é um prato cheio para o mundo da publicidade, porque permite que as empresas invistam seu dinheiro para falar com as pessoas que lhes interessam.

A Google, em contra partida, se tornou o grande agregador de informações na internet e seu segredo é o esquema de busca. Aliás, o segundo buscador mais consultado no mundo é o YouTube, que desde 2006 pertence à Google. Só que a grande diferença é que a Google não provê tanta informação para a publicidade dirigida. Os algoritmos de busca são cegos e não conseguem direcionar a publicidade de acordo com o perfil da pessoa.

Por isso, os bilhões de acessos do Google, com seus outros serviços como Gmail ou Picasa, são menos eficientes que os clique dos 500 milhões de usuários do Facebook, cada um com perfis que incluem faixa etária, classe social, gostos e objetivos. Além disso, no fim do ano passado, Zuckerberg lançou o Facebook Connect, um acordo com 10 mil sites que permite publicar informações no site a partir de suas páginas, ou seja, o usuário pode postar algo que leu num portal, acrescentando comentários.

Enfim, não é de hoje que a Google sabe do perigo que corre com o Facebook. Assim que a rede social se popularizou, até funcionários da Google o Mark "roubou". Segundo a Revista Wired, 9% dos 1.200 funcionários do Facebook atualmente vieram de lá. Em 2007, Larry Page, co-fundador da Google, quis investir no Facebook, mas Mark preferiu aceitar um aporte de US$ 240 milhões da Microsoft em troca de 1,6% das ações da empresa.

No final das contas, o menino sabe muito bem o que está fazendo e é justamente isso que tem gerado opiniões como a de Buchheit. Se o império Google está ameaçado, ninguém pode afirmar, mas que Mark Zuckerberg e sua estrondosa rede social vieram para ficar, isso não tem como negar.
 
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar