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GOLPES VIA WEB REPRESENTAM 30% DAS FRAUDES ELETRÔNICAS

01/09/2010

 

Apesar de defenderem a aprovação de uma legislação específica para os crimes cometidos com uso da internet, os bancos brasileiros calculam que a quantidade de fraudes está restrita a uma pequena parcela dos R$ 9 bilhões em transações bancárias realizadas todos os anos. Segundo a Febraban, o volume de fraudes eletrônicas é de aproximadamente R$ 900 milhões anuais.

Longe de ser pouco dinheiro, o montante representa 0,01% do volume total de transações. ?Isso parece estar estabilizado, porque o que vimos no primeiro semestre, com as fraudes representando cerca de R$ 450 milhões no período, indica que os problemas ficarão do mesmo tamanho do ano passado?, afirma o diretor setorial de prevenção a fraudes da Febraban, Marcelo Câmara.

De acordo com números divulgados pela federação dos bancos nesta terça-feira, 31/8, cada fraude eletrônica envolve, em média, R$ 1 mil, sendo o cartão de crédito o principal alvo - 45% dos problemas. Os golpes via internet banking vem em seguida e representam 30% do total. As fraudes com cartões de débito respondem por outros 20%.

Os bancos acreditam que os investimentos de R$ 19,4 bilhões em Tecnologia da Informação eR$ 1,4 bilhão em segurança - valores de 2009 - com as consequentes soluções de proteção têm grande parcela na estabilidade das fraudes em patamares proporcionalmente pequenos, especialmente considerando-se que o número de acessos e de clientes bancários via web segue crescendo.

Por outro lado, a própria Febraban firmou, em dezembro do ano passado, um convênio com a Polícia Federal para tentar reduzir os problemas, especialmente em relação a internet banking e a clonagem de cartões de crédito. As metas divulgadas são ambiciosas - uma diminuição de 50% das fraudes no primeiro ano de funcionamento do novo sistema, percentual que, pretende-se, chegará a 90% a partir do segundo ano.

Dado o resultado apresentado pela Febraban, ainda não foi possível materializar as metas do convênio em efeito prático. A justificativa é de que os principais bancos brasileiros só aderiram ao convênio com a PF em junho deste ano. Além disso, em nota divulgada nesta terça-feira, a entidade sustenta que a ?na falta de uma legislação específica, integrantes de quadrilhas detidos nas operações das polícias Civil e Federal dificilmente ficam presos por um longo período, gerando uma enorme insegurança para a sociedade?.
 
 
 
 
Fonte: Convergencia Digital

 
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