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TV DIGITAL: GOVERNO QUE CONVERSOR DE MENOS DE R$ 200

26/08/2010

O desafio está posto: ter um set-top box interativo, convergente e barato, o mais rápido possível, com o Ginga completo, aplicativos interativos embarcados, não só de interesse das emissoras, mas também para acesso a serviços públicos e até browser para navegação internet, em consonância com o Plano Nacional de Banda Larga. E foi reafirmado, durante a cerimônia de abertura da SET 2010, que acontece até sexta-feira, em São Paulo, pelo o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa. 

Depois da primeira reunião com o consórcio formado pela Totvs, Positivo, Semp Toshiba, Visiontec, ST Microeletronics e Broadcom, segunda-feira passada, no Ministério das Comunicações, o assessor da Casa Civil está convencido de que é possível chegar a ter um conversor entre R$ 180 e R$ 200, se indústria e governo fizerem o dever de casa. Ele nega que o governo tenha recusado a proposta apresentada pelas empresas.

"Para uma primeira reunião foi bastante positiva e acho que vamos caminhar bem. Vou levar a proposta para o Ministério da Fazenda nas próximas semanas. Pretendo sentar para conversar também com o BNDES, e depois com a Caixa e Banco do Brasil, com as planilhas na mão, para analisar que tipo de incentivos fiscais e linhas de financiamentos poderemos criar", diz André Barbosa, que confirmou também a intenção de formação de outros dois consórcios, pelo menos, interessados em apresentarem outras propostas para o governo. Um deles inclui a empresa que hoje já desenvolve o conversor de 8MHz que será usado em testes do ISBT na África.  "As reuniões com esses consórcios deverão acontecer ao longo de setembro", afirma Barbosa.

Consultados, alguns fabricantes, como Totvs, parceira da Broadcom e a Visiontec, parceira da ST Microeletronics e da própria Totvs (usa o middleware ByYouTV e o StickerCenter), afirmaram que, com alguns ajustes, sim, é possível chegar ao preço desejado pelo governo.

O atual conversor interativo da Visiontec, apresentado na SET 2010 e com data de lançamento prevista para setembro,  para venda por grandes cadeias varejista, deve chegar ao consumidor final por menos de R$400. "A intenção é trabalhar com algo próximo a R$ 350", diz Ricardo Minari, gerente de negócios e de tecnologia da empresa.

"A questão não é tanto o preço, mas as condições que o governo dará para que o equipamento seja realmente acessível para as classes D e E. Com que tipo de financiamento poderemos contar, e se usará ou não o seu poder de compra para garantir volume de mercado", afirma o professor Guido Lemos, da Universidade Federal da Paraíba, e sócio da Mopa, fabricante de uma implementação do middleware Ginga, e que negocia a participação em um desses consórcio. "É possível que surja até mais um, além desses três, encabeçado por uma fabricante chinesa que está com um produto a preço bastante competitivo", afirma Guido.

Um rápido passeio pela feira Broadcast & Cable, que acontece em paralelo ao congresso da SET, é possível encontrar alguns fabricantes de conversores e de middleware interessados em conversar com o governo brasileiro. Entre eles, a EITV, responsável pela implementação do middleware Ginga completo que já roda em conversores TK-TS200, da , Teki, com previsão de lançamento nos próximos meses, e a chinesa  Shenzhen MTC, que tem um protótipo de conversor interativo a US$ 45.
 
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
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