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FUSÕES ENTRE TELES REDUZEM INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA

24/08/2010

O balanço dos resultados da indústria eletroetrônica no primeiro semestre de 2010, divulgado pela Abinee nesta segunda-feira, 23/8, aponta que as fabricantes de equipamentos para infraestrutura de telecom foram afetadas de forma negativa pelo movimento de fusões entre as operadoras de telecomunicações.

No primeiro semestre de 2010, o setor acompanhou uma queda de 3% na receita, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Mas a Abinee tem a expectativa de que, até dezembro, exista uma retomada dos investimentos em infraestrutura de telecom, o que gerará uma receita de 18,7 bilhões de reais para os fornecedores de equipamentos, com crescimento de 2% sobre os 18,3 bilhões de reais apurados em 2009.

O vice-presidente da Abinee, Paulo Gomes Castelo Branco, que é responsável pela área de telecom, afirma que as fabricantes do setor estão sofrendo com a mudança estatutária das teles. ?Sempre quando tem fusão para tudo?, constata o executivo. Ele relata que, nesses momentos, as operadoras tendem a adiar projetos de expansão, até que ocorra uma avaliação de toda sua infraestrutura. 

Castelo Branco lembra que, durante a recente crise econômica, as vendas do setor de telecom continuaram aquecidas por conta de os fornecedores estarem entregando encomendas contratadas em 2008, em especial, para construção de redes 3G e de banda larga.

O diretor da Abinee, Aluízio Byrro, observa que os investimentos em infraestrutura foram de 5 bilhões de reais no primeiro semestre. Esse valor, segundo ele, equivale a um terço dos 17 bilhões de reais destinados a essa área em 2009.

As expectativas de Castelo Branco e Byrro são de que as operadoras retomem os investimentos em 2011. Segundo eles, a licenças de 2,5 GHz para teles móveis e fixas e a banda H para 3G, liberadas pela Agência Nacional de Telecomunicações deverão gerar novas encomendas. Enquanto que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que está sendo implementado pelo governo federal, não deverá trazer muito impacto para o setor.

Já as indústrias de celulares deverão ter um desempenho melhor que as fabricantes de infraestrutura. A Abinee estima a venda de 62 milhões de terminais móveis em 2010, o que deverá render uma receita de aproximadamente 5 bilhões de reais. Da produção total, 48 milhões de aparelhos são para atender o mercado interno e 14 milhões para exportação. 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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