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GOVERNO COBRA ATUAÇÃO DAS TELES EM FAVOR DOS EXCLUÍDOS DIGITAIS

20/08/2010

 

O coordenador de programas de Inclusão Digital do Governo Lula, Cezar Alvarez, na sua participação no 54º painel Telebrasil, mais uma vez criticou o fato de a banda larga ser ofertada para poucos porque o serviço está concentrado nos grandes centros. Manteve o discurso que o serviço é caro e lento. Reclamou ainda das empresas por elas terem firmado como programa de ação, propostas para serem efetivadas pelo governo. "É tempo de o setor participar com metas para si próprio", disparou. E, num tom irônico, disse que "o terrível governo não vai usar a Telebrás para competir com o mercado". Para ele, a estatal é questão de "segurança nacional".

A participação de Cezar Alvarez encerrou a parte de debates do 54º painel Telebrasil, realizado no Guarujá, no litoral paulista, nessa quinta-feira, 19/08. E a participação dele foi firme na defesa do Plano Nacional de Banda Larga. Alvarez cobrou o fato de que 92% da população brasileira tem zero Kbps de acesso à Internet. "A banda larga é para poucos e abastados nesse país", sentenciou.

Também fez um elogio à Anatel: "ela está atuando pela liberação da TV por assinatura e desenha um edital para a faixa de 3,5 GHz que venderá grandes blocos, para grandes empresas, e pequenos blocos para pequenos provedores, para fomentar a competição. Será um modelo inédito".

Para as empresas mandou um recado: O governo está disposto a abrir mão das taxas de fiscalização e, até mesmo, da cobrança do Fundo de Universalização das Telecomunicações, mas o mercado precisa sinalizar maior boa-vontade, uma vez que o "cidadão da periferia paga o preço da ausência da competição", frisando com todas as letras que não há disputa entre as teles e conclamou, com relação às fusões recentes no mercado.

"Se houver uma real intenção desses conglomerados invadirem as áreas das rivais, o que não aconteceu até hoje, o governo endossará e apoiará". E pediu que a carta do Guarujá 2010 - que encerrará oficialmente o painel - venha com medidas para as empresas se comprometerem.

Por fim, falou mais uma vez da reativação da Telebrás. Num tom irônico, garantiu que ´o terrível governo não irá fazer nenhuma concorrência direta com a iniciativa privada´. E elencou todos os nãos relacionados às atividades da estatal. "Não vamos desobedecer as leis, não vamos criar subsidiárias - a estrutura será enxuta - e não seremos provedores de acesso. Só vamos atuar onde não houver nenhuma alternativa. A Telebrás vai operar no atacado como estímulo à competição".

Porém pôs o dedo na ferida ao observar os graves problemas com interconexão e com o unbundling - o compartilhamento da última milha - entre as operadoras, também já citados pelo diretor da TIM, Mário Girasole, numa surpreendente autocrítica. "Temos que ver o compartilhamento do backhaul, a chamada penúltima milha. Hoje não há regra no país. Não podemos mais esperar o modelo de custo da Anatel ( aqui a única critica feita a agência). A Telebrás vai fixar preços porque é necessário e atuará para integrar infraestruturas públicas no Brasil e na América Latina", completou.
 
 
 
Fonte: Convergencia digital

 
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