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PORQUE A MÍDIA SOCIAL NÃO É ENSINADA NAS ESCOLAS BRASILEIRAS?

17/08/2010

Menina notebookEducação e mídia social devem se unir

Minha filha Melanie está saindo da pré-escola. Tão linda. Fase de descobertas, de cinco para seis anos. Pois bem, semana passada fui visitar algumas escolas aqui em Curitiba pensando numa transferência. Fizemos uma tour por todas as escolas, conhecendo salas, ginásio de esportes, campo de futebol, bosques, laboratórios. Sempre me via obrigado a fazer a mesma pergunta: e a sala de informática? Algumas com equipamentos mais modernos, outras nem tanto. Mas o que foi unânime em todas elas foi o orgulho das pessoas em falar ?mas o acesso é bloqueado, viu? Nada de Orkut e essas porcarias!?

Porcarias?

Nota-se ainda muita resistência de professores e instituições no uso de mídias sociais como forma de educação, mas também se vê uma enorme fonte de possibilidades para transformar algo que muitos consideram problemas em verdadeiras inovações educacionais.

Atualmente, há uma grande separação entre os meios de comunicação social e nosso sistema de ensino. Poucos professores fazem algo  para integrar ferramentas de mídia social em sala de aula. Facebook, Twitter e Flickr não são apenas formas de estudantes matarem aula, são ferramentas importantes em todos os setores.

Eu, por exemplo, uso meu Twitter como fonte de pesquisa, sigo pessoas e veículos referências na minha área e me mantenho atualizado a cada segundo com novidades relevantes, além de ser um palco para discutir assuntos acadêmicos, substituindo os antigos fóruns. Esses só são alguns exemplos de como podemos usufruir do cotidiano digital dos alunos como forma educacional.

A Com8s, que significa colegas, é o nome de uma rede social colaborativa, desenvolvida por brasileiros, destinada a professores e alunos. Neste ambiente, professores e alunos podem compartilhar documentos, criar grupos de estudo, realizar videoconferências, criar calendários de provas e participar de discussões sobre temas de interesse comum, em tempo real. Tudo isso com acesso gratuito.

Dentre os benefícios da ferramenta estão o estímulo à geração de conteúdos, o compartilhamento de ideias e interesses, a colaboração mútua, o enriquecimento da comunicação, otimização de tempo e a facilidade no processo de aprendizado.

YouTube proibido

Fui recentemente conversar com uma amiga em uma grande Universidade de Curitiba, e pasmem: o YouTube é proibido para alunos de publicidade. Hum? Alunos de publicidade? Sem YouTube? Achei tragicômico!

A forma abreviada de comunicação em 140 caracteres não é uma representação de uma falta de conhecimento, é completamente o oposto. Um tweet representa um bom uso possível de palavras.

A educação no Brasil é um processo muito formal. Os alunos leem o texto, fazem anotações e escrevem furiosamente em um esforço para pegar tudo o que o professor diz. Só recentemente, em algumas instituições,  os alunos foram autorizados a usar computadores na sala de aula.

E o SlideShare? Quer melhor mídia social para a educação? Por que as empresas e instituições educacionais compartilham poucos conteúdos sobre seus serviços e produtos no SlideShare? As mídias sociais devem estar integradas e a melhor maneira de seu consumidor conhecer seu produto ou serviço é uma bela apresentação explicando detalhadamente seus conteúdos.

Por que os administradores de instituições educacionais e professores não fazem um esforço para incorporar ferramentas de mídia social em planos de aula? Educação e meios de comunicação social não podem mais ser mutuamente excludentes. Quem sabe os filhos da Melanie não possam viver essa realidade no Brasil?
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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