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LINUX FOUNDATION CRIA PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA AO USO DE CÓDIGO ABERTO

12/08/2010

Empresas interessadas em aplicar código aberto a seus próprios produtos - mas que temem complicações relacionadas com direitos de propriedade intelectual ? são o principal alvo de um novo programa de assistência, em grande parte gratuito, lançado pela organização sem fins lucrativos Linux Foundation.

O Open Compliance Program, como foi chamado, inclui uma lista de verificação de aderência, programas de treinamento e ferramentas de software para rastrear e monitorar o uso de software de código aberto.

O desenvolvimento de software envolve com frequência diversos programas ? muitos deles de código aberto ? em um pacote único, explicou o diretor executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin. Isso ocorre especialmente nas áreas de celulares e de eletrônicos de consumo, ambas de rápido crescimento.

?Você tem de lidar com uma cadeia de suprimentos realmente complicada, onde se pode receber código fonte de muitos lugares diferentes, sejam eles um fornecedor de chipsets, um fabricante de celulares ou um desenvolvedor de software embarcado?, detalhou Zemlin. ?Gerenciar a aderência de licenças de código aberto é complicado.?

Embates jurídicos
Muitas empresas não sabem como funcionam os diferentes tipos de licença de código aberto; os executivos dessas empresas, por sua vez, temem ser forçados a abrir seu próprio software só porque alguma parte dele utiliza código aberto sob a Licença Pública GNU (GPL). A SAP, por exemplo, criou um departamento e um programa específico para poder lidar com questões que envolvem código aberto.

?O que buscávamos era uma forma de resolver essa complexidade e prevenir medidas judiciais desnecessárias?, disse Zemlin. ?Nossa comunidade tem o mesmo objetivo que a indústria: fazer com que o uso de código aberto seja mais fácil e tenha o menor custo possível?.

O programa da Linux Foundation fornece uma variedade de ferramentas e serviços para ajudar as empresas a ganhar agilidade no processo de uso de código aberto, disse Zemlin.

O programa inclui uma lista de verificação de aderência (que será fornecida mais tarde, ainda este ano), programas de treinamento, ferramentas de software que varrem os programas em busca de licenças de código aberto ou outras questões, e um novo padrão, chamado Software Package Data Exchange (SPDX), que pode ser usado para criar uma lista de empacotamento de todos os componentes de software utilizados numa aplicação.

Todos esses serviços serão gratuitos, com exceção dos treinamentos, afirmou Zemlin.

Empresas como Adobe, Advanced Micro Design, Cisco Systems, Google, Hewlett-Packard, IBM, Intel, Motorola, Novell, Samsung, o Software Freedom Law Center e a Sony Electronics manifestaram seu apoio ao programa.

 
 
Fonte: PcWorld

 
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