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TELEFÔNICA FECHA ACORDO PARA A COMPRA DA VIVO, DIZ JORNAL ESPANHOL

28/07/2010

A Telefônica chegou a um acordo ontem na noite de ontem (28/07) para comprar por 7,5 bilhões de euros os 50% que a Portugal Telecom (PT) detém da Brasilcel, a empresa que controla a Vivo.

A informação é do jornal espanhol El País, que cita fontes familiarizadas com as negociações. O acordo tem a aprovação do governo português e termina uma novela que vem se arrastando há mais de dois meses.

De acordo com a reportagem, a PT vai usar a metade dos recursos obtidos com a venda para entrar na Oi ? o objetivo é passar a controlar entre 20% e 25% da operadora. Ambas as operações devem ser divulgadas na manhã desta quarta (29/07). O jornal diz que não foi possível ter contato com o porta-voz das empresas.

O valor da oferta é 350 milhões de euros acima do que foi aceito pela assembléia geral dos acionistas, em 30 de junho. No entanto, o negócio havia sido vetado pelo governo português por meio do uso de uma ação com poder de veto (chamada de "golden share") ? mas essa manobra foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça da UE.

Embora em 16 de julho as negociações tenham sido declaradas como encerradas, os contatos prosseguiram até o fechamento do negócio. O objetivo final é fundir a Vivo com a Telefônica, a operadora de telefonia fixa. Mas esta operação não será feita imediatamente, diz a reportagem do El País, e as empresas seguirão independentes por um tempo.

A Telefônica ameaçou pedir na justiça a dissolução da Brasilcel, mas sabia que o contrato previa apenas a quebra por meio de acordo mútuo, o que poderia levar a uma briga longa e incerta. A negociação chegou ao fim dentro do prazo de 12 dias extras que a PT havia pedido para os espanhóis, e que tinha sido negado oficialmente por eles.

De acordo com o jornal espanhol, o acordo foi fechado no final da noite de ontem, após negociações entre os principais executivos das empresas. O El País cita reportagem da Folha de São Paulo, pela qual Luiz Inácio Lula da Silva teria dado ao primeiro-ministro português José Sócrates permissão para a entrada da PT na Oi, cujo controle pertence ao governo brasileiro. 

A proposta final é 31,5% superior aos 5,7 bilhões de euros oferecidos em 6 de maio. No início de junho, a oferta já tinha subido para 6,6 bilhões de euros e, na véspera da reunião do acionistas da PT, para 7,15 bilhões.
 
 
 
 
 
Fonte: IdgNow

 
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