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´CROWD´ COMPUTING É COMPLEMENTO À CLOUD, DIZ ESPECIALISTA

23/07/2010

Enquanto as companhias estão cuidadosamente avaliando os custos de migração para cloud computing (computação em nuvem) ? apontada como o futuro da computação ? um professor do Michigan Institute of Technology, Srini Devadas, menciona uma nova tecnologia, capaz de explorar o poder dos computadores de maneira diferente, do jeito popular.

Essa nova aproximação à computação, batizada de ?crowd computing?, é relativamente nova e é descrita como bilhões de seres humanos conectados à internet. Essas pessoas analisam, sintetizam, informam, destilam e provêm opinião de dados, usando apenas a máquina cerebral.

Para evidenciar a presença dessa massa na web basta observar as Wikis e as rede sociais, ambas em plena expansão nos últimos anos.

Devadas, que leciona as cadeiras de engenharia elétrica e ciência da computação no laboratório de inteligência artificial do MIT, explica que o conceito do crowd computing é: um complemento à nuvem, formada por um sistema radical de infraestruturas que deverão oferecer ao mundo a oportunidade de adquirir ?inteligência coletiva?.

Aplicação prática

Alcançar tal nível é indispensável para mitigar várias preocupações humanas, como é o caso de prever os efeitos de desastres naturais, entre outros, ?será muito útil para orquestrar reações rápidas e eficientes a esses desastres?, enfatiza Srini Devadas.

Tomando por exemplo os terremotos, um usuário preocupado pode procurar no contingente de dados da nuvem por eventuais impactos no movimento do solo e arquitetar planos de evacuação e de socorro às vítimas. E tudo isso com base no que está disponível na nuvem.

Tal iniciativa foi adotada pela primeira vez no socorro às pessoas afetadas pela passagem do tufão Ondoy, ou Ketsana, como é internacionalmente conhecido.

Longe de estar pronto

Mas o sistema está longe da perfeição. No caso do crowd computing, Devadas dá a entender que falta uma melhora sensível na maneira que os sistemas moderam o fluxo informacional, resolvem conflitos e verificam determinados fatos.

No que tange à computação na nuvem, o professor do MIT sugere fortemente que os provedores cuidem da segurança e da privacidade dos serviços prestados. ?O desafio também consiste em determinar como desenvolver aplicativos paralelos que se comuniquem com bilhões de processadores para dar respostas de maneira rápida aos questionamentos enviados para a nuvem?, pontua.

2020

Devadas ainda informa que essas questões merecem concentrar os esforços dos próximos dez anos para possibilitar uma via tecnológica sobre a qual as soluções trafeguem e, em 2020, sejam postas à disposição os primeiros projetos usáveis.

Essa aceleração rumo à inteligência coletiva não vai transformar em realidade a previsão catastrófica de vários apocalípticos sobre a substituição dos seres humanos por máquinas. No lugar dessa perspectiva, Devadas prefere chamar o projeto de ?relação simbiótica entre software e humanos?.
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
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