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GOOGLE REJEITA PROPOSTA DE ´TAXA DE INTERNET´ PARA SALVAR JORNALISMO

22/07/2010

A Google divulgou na terça-feira (20/7) um relatório com comentários sobre os efeitos da Internet na indústria de notícias, onde rechaça as propostas de se criar novas taxas e restrições legais para o uso de conteúdo noticioso por seus serviços. "A Google está comprometida a ajudar as empresas de notícias a desenvolver modos inovadores para servir a consumidores e criar modelos de geração de receitas capazes de sustentar a vitalidade dessa indústria", afirma a empresa já na abertura do documento.

O documento da Google é uma resposta ao workshop promovido na quinta-feira (15/7) pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC), que discutiu potenciais políticas que seriam recomendadas à "reinvenção do jornalismo".

Segundo o relatório da Google, Google Search, Google News e outros produtos geram mais de 4 bilhões de cliques por mês para editoras de notícias. A cada minuto, enviamos aproximadamente 100 mil visitantes a site de notícias ao redor do mundo. "Cada clique - cada visita - dá às editoras uma oportunidade de exibir anúncios, registrar usuários, cobrar por acesso a conteúdo e mais." 

Para subsidiar a indústria de notícias, a FTC propõe medidas ousadas, que exigiriam mudanças nas leis que tratam de defesa da propriedade intelectual. Em especial, alguns debatedores defendem leis mais rígidas de proteção às notícias de última hora (hot news), impedindo que elas sejam apropriadas por serviços online, como agregadores de notícias.

Além disso, eles sugerem a imposição de limites ao "uso justo" - nesses termos, a cópia de um artigo noticioso feita por um site de busca a título de indexação seria considerada uma infração não protegida pelo "uso justo". Outra alternativa seria a criação de uma taxa para licenciamento de notícias, a ser paga pelo provedores de Internet com base no número de assinantes - a proposta cita valores entre 5 e 7 dólares. 

Problemas de negócio
A Google defende que as propostas sobre direitos de propriedade intelectual, "hot news" e antitruste "não resolverão os problemas que a indústria enfrenta e sim impedirá o surgimento da inovação que lhes darão esperança para seu futuro".  A empresa afirma que "os desafios atuais enfrentados pela indústria de notícias são problemas de negócio e não problemas legais, e só podem ser resolvidos efetivamente com soluções de negócio".

Em maio de 2009, a FTC anunciou que começaria a elaborar um projeto em relação aos desafios do jornalismo na era da Internet. O workshop de 15/7 marcou a primeira vez que a agência apresentou uma versão preliminar de suas descobertas.
A FTC levou em conta que, para a maioria dos jornais, 80% da receita vêm de anúncios e 20%, de assinantes. Mas as receitas das editoras de jornais com publicidade caíram cerca de 45%  desde 2000.  Os classificados, por exemplo, geravam 19,6 bilhões de dólares em receita para os jornais em 2000, valor que foi reduzido a 10,2 bilhões em 2008 e apenas 6 bilhões em 2009.
 

Receita menor
A FTC também lembrou que a maior parte da publicidade online reduz a quantidade de receita que se pode cobrar por propaganda, em relação às mídias tradicionais. "Não parece provável que a receita da publicidade online será suficiente para substituir a receita da publicidade impressa que era obtida no passado pelos jornais", afirma, no relatório.

Em resposta à queda de receita, os jornais reduziram pessoal e, por consequência, a cobertura de notícias, em especial nas editorias de ciência e artes, aponta a FTC.  Por sua vez, os sites que buscam preencher esses vazios na cobertura não conseguem se sustentar apenas com publicidade e precisam contar com outras receitas, em especial contribuições de fundações e outras fontes de caridade.

Mas, de forma conjunta, o painel da FTC chegou a duas propostas: permitir que as empresas de notícias possam, de forma conjunta, criar pedágios para que os consumidores paguem pelo acesso ao conteúdo online, e permitir que as organizações de notícia criem, em conjunto, um mecanismo que façam os agregadores de notícia e os sites de busca pagarem pelo uso do conteúdo online. Ajuda financeira direta do governo também não foi descartada.

 
 
Fonte: PcWorld

 
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