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CIOS BUSCAM NUVEM COMO ALTERNATIVA AOS CUSTOS OPERACIONAIS

21/07/2010

Em média, os departamento de TI investem 70% ou mais do orçamento para manutenção da infraestrutura e das operações.Mas uma pesquisa da Forrester Research, abrangendo 2,6 mil empresas de todos os portes, constatou que os CIOs pretendem reverter esse cenário, ao investir boa parte dos recursos em inovação, como forma de suportar o crescimento dos negócios. O que, de acordo com a consultoria, pode estimular muitas empresas a buscar a computação em nuvem (cloud computing) como uma alternativa à redução dos custos operacionais.

A consultoria Hacket Group confirma as informações da Forrester e vê, em seus levantamentos, a necessidade por um orçamento flutuante. As companhias querem a habilidade de manter a paridade entre custos de TI e a entrada de receitas, o que torna crítica a adoção de serviços sob demanda.

O líder de práticas globais da Hacket, Honorio Padrn, acredita que os clientes querem o máximo de flexibilidade e um modelo de preços baseado em consumo diário. ?Acredito que essa instabilidade que caracteriza o clima econômico atual dificilmente vai voltar à normalidade, o que favorece sistemas facilmente escaláveis e pagos por uso e afasta as companhias de estruturas inflexíveis, com custos fixos muito altos?, pontua Padrn.

Uma das tendência, que deve se acentuar nos próximos anos, é que os CIOs programem uma parte dos orçamentos para serviços sob demanda, como o caso de cloud computing. ?Essas oportunidades estão surgindo somente agora no mercado?, recorda o analista da Forrester Research, Robert Whiteley. ?Só que a partir do momento em que os líderes de TI têm a possibilidade de comprar hardware como despesa operacional, o orçamento deve caminhar nesse sentido?, acrescenta.

Um dos exemplos de companhias que adotaram esse caminho é o da norte-americana Deca Financial Services. Quando a agência de cobrança de dívidas foi criada, no ano passado, ela tinha dois caminhos para montar a estrutura de TI: poderia comprar seus próprios servidores, licenças de software e contratar um administrador, pelo custo total de 700 mil dólares, ou recorrer a um fornecedor de nuvem, que cobra cerca de 60 mil dólares no primeiro ano.

No começo, o diretor de operações da Deca, James Hefty, não acreditou que contratar um serviço de nuvem era uma opção viável, por conta de problemas relacionados a regras de conformidade e auditorias de clientes.

A empresa mudou de ideia, no entanto, quando o fornecedor, no caso a BlueLock - baseada em Indianapólis, nos Estados Unidos -, provou que poderia responder todas as questões relacionadas à segurança, níveis de serviço e necessidade de recuperação de desastres. ?Analisando um pouco mais, pudemos perceber que todos podem se beneficiar da nuvem?, diz Hefty.

Assim, a Deca optou por um ambiente híbrido. A empresa mantém uma rede, com roteadores, firewall e servidores blade HP, com ambiente virtualizado VMWare. E, apesar de possuir alguns recursos dedicados, boa parte da infraestrutura está na nuvem. Além do custo, a organização pretende ganhar escalabilidade sob demanda, em um ambiente virtual, tolerante a falhas e acessível pela internet.

Na posição de uma nova companhia, a Deca teve a opção de ir direto para a nuvem. Companhias maiores, no entanto, são menos propensas a realizar uma migração completa para serviços em cloud, mas cada vez mais estão programando orçamentos para serviços sob demanda e para a nuvem e se afastando de despesas de capital.

E, na área financeira, da qual a Deca faz parte, a tendência é muito forte. Segundo o analista do TowerGroup, Rodney Nelsestuen, nos próximos 18 meses a demanda deve explodir e existe um grande foco dos fornecedores em desenvolverem soluções para o setor. ?A pressão por redução de gastos na área de TI, que já é grande, vai crescer exponencialmente nesse período?, garante.
 
 
 
 
Fonte: Computerworld

 
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