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PRODUÇÕES INFANTIS EM 3D GANHAM FORÇA

08/07/2010


O desenho Peixonauta, que já foi exportado para 64 países e ganhará versão tridimensional para o cinema
O boom em torno dos conteúdos em 3D, com o sucesso das grandes animações nos cinemas (até o final do ano serão 14 lançamentos nas salas do País) aliado à chegada dos televisores 3D ao mercado nacional e às transmissões experimentais dos jogos da Copa do Mundo, tem movimentado a atuação das produtoras brasileiras. Cinema e internet são as plataformas mais preparadas, hoje, para o consumo de conteúdos 3D, e as produções infantis vem se mostrando o principal filão a ser explorado.

Realizadora da bem-sucedida série para TV Peixonauta, exportada para 64 países, a TV PinGuim prepara o longa-metragem estrelado pelos personagens. O filme mostrará as aventuras da turma na cidade grande. "A narrativa da história será muito acentuada pelas possibilidades abertas pelo 3D, como movimentação e cenários mais detalhados", adianta Kiko Mistrorigo, sócio-diretor da produtora e um dos criadores da série. A data de lançamento ainda não está definida, mas deve ficar para 2012.

Antes do Peixonauta, a TV PinGuim colocará nas telonas o primeiro projeto de longa de animação em 3D estereoscópico da produtora. Inspirado nos temas, personagens e elementos gráficos da obra de Tarsila do Amaral, Tarsilinha conta a viagem onírica de uma menina de nove anos em busca das memórias da mãe. Iniciado há dois anos, o projeto teve seu desenvolvimento acelerado pelas vitórias em três editais de fomentos. Roteiro e storyboard já estão prontos e o filme deve estrear no segundo semestre de 2011.

Mistrorigo planeja a expansão das histórias para outras plataformas, em especial para a TV, e considera o momento favorável para que as produções brasileiras ganhem maior espaço em emissoras de outros países. "As animações estão falando uma linguagem mais universal. E a força da economia brasileira faz com que o País esteja muito bem visto no exterior."

A 44 Toons também prepara um longa-metragem em 3D. O filme levará para as salas de cinema, em 2012, as aventuras da turminha BugiGangue. Um curta-metragem de 12 minutos produzido como uma espécie de piloto para o longa foi exibido em uma sessão especial para convidados no Cinemark do Shopping Eldorado e estará entre as atrações do Anima Fórum, que acontece paralelamente ao Anima Mundi, entre os dias 20 e 23 de julho, no Rio de Janeiro.

"O curta foi mesmo um tubo de ensaio para desenvolvermos tecnologia e procedimentos. Gerou um monte de cartilhas de como trabalhar com estereoscopia. Do storyboard à cópia pronta, foram seis meses de trabalho", conta Ale McHaddo, diretor da 44 Toons. Ele calcula em 30% o aumento médio nos custos de uma produção em 3D em relação a uma similar em 2D. O incremento vem principalmente dos equipamentos mais modernos e poderosos para renderizar e armazenar as cenas.

Por isso, McHaddo, apesar de considerar o mercado da animação em 3D muito promissor, ainda não aposta todas as suas fichas nessas produções. O diretor vê com ressalvas o uso da tecnologia tridimensional para a produção e exibição de todo e qualquer conteúdo.

"É preciso primeiro ver para onde vão caminhar os hábitos dos espectadores. Particularmente, acho que não é preciso ver todos os programas em 3D na sua casa, as pessoas não querem ficar com os óculos o tempo todo. É algo para ser consumido no cinema ou, brevemente, no computador", considera McHaddo. Para ele, o público infantil é o que tem demonstrado uma melhor aceitação das produções tridimensionais. E aponta as características narrativas das histórias infantis como uma das principais razões desse sucesso.

"A profundidade possibilitada pelo 3D é um recurso de imersão legal para atrair as crianças para o filme. Além disso, o 3D faz cada vez mais parte do universo da criança, até por conta dos lançamentos recentes de video games", explica McHaddo, citando o novo console da Nintendo e a possibilidade de se jogar o Playstation em 3D nos novos televisores da Sony compatíveis com os recursos.

De óculos no computador

A opinião é compartilhada por Rodolfo Patrocínio, diretor da Digital 21, que produz as animações modeladas em 3D da Turma da Mônica que irão ao ar a partir do primeiro trimestre de 2011 pela TV Globo. "A aceitação das crianças é enorme porque essa geração é hipermídia, abstrai e interage facilmente com todas as mídias", avalia Patrocínio, que, no entanto, tem uma opinião mais contundente quanto ao futuro das animações infantis.

"O 2D vai virar coisa do passado, como o cinema V8, talvez. Não digo que será extinto, mas vai virar uma linguagem cult", afirma o diretor, que já trabalha no roteiro e nos personagens do longa-metragem em 3D estereoscópico do Astronauta, ainda sem previsão de lançamento. Enquanto o filme do Astronauta não decola, a Digital 21 prepara uma websérie do personagem para ser assistida no computador com os óculos vermelho e azul (anteriores aos óculos polarizados exigidos pelas produções atuais e que reduziram os níveis de desconforto).

A produtora Sequência já vem surfando nesta onda do 3D na web e, recentemente, colocou no ar, no portal Canal Kids, os primeiros episódios tridimensionais da Turma do Pipe. Cinco episódios feitos com a tecnologia já estão finalizados, e outros dez roteiros prontos. A intenção é desenvolver toda uma primeira temporada, com 52 episódios semanais. Segundo o diretor Felipe Dianese, os conteúdos podem ser aproveitados em diferentes tecnologias, do 2D convencional na TV ao 3D estereoscópico no cinema. "A matriz é a mesma, a finalização é que diferencia. Assim, maximiza-se a rentabilidade", diz.
 
 
 
Fonte: M&M Online

 
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