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DDD 10: MÓVEIS TÊM PRESSA PARA GARANTIR VENDAS DE NATAL

01/07/2010

 

A adoção de um novo DDD na região do código 11 ? a cidade de São Paulo e outros 63 municípios ? é uma imposição de mercado. Uma solução alternativa, que também faz parte da proposta em discussão pela Anatel, é a inclusão de um nono dígito para todos os telefones do país. O problema é que isso leva mais tempo ? e o tempo é curto: até o fim do ano serão esgotados os números disponíveis e as operadoras móveis não teriam o que vender.

Não é por outro motivo que as móveis, embora tenham criticado algumas escolhas da Anatel na metodologia das chamadas entre os DDDs 10 e 11, defendam em uníssono uma solução imediata. E o prazo fixado para estarem prontas, 31 de outubro, é estratégico: ninguém quer arriscar ficam ser números disponíveis para as vendas de Natal, a melhor data do ano para o comércio em geral ? e para as teles em especial.

?A solução [do DDD 10] é a mais viável de todas as apresentadas. Existe um problema grave para as operadoras que é a escassez de números da região?, disse o consultor regulatório da Oi, José Carlos Picolo. O curioso é que as empresas lembram que a Anatel começou a discutir o tema há, pelo menos, um ano e meio. Mas deixou a implementação para a última hora.

Como o ?problema grave? é das operaras móveis ? sobram números na estagnada telefonia fixa ? empresas como Telefônica e Embratel insistem que seja dado um prazo maior para as mudanças. A primeira porque calcula o trabalho para a reprogramação de mais de 800 centrais telefônicas e do sistema de bilhetagem. A segunda, que por ter motivos para prever um movimento pelo fim dos códigos de seleção de prestadora, prefere a adoção direta do nono dígito nacional.

?A Embratel pede reflexão e cuidado, um prazo maior para que análise que evite esse passo intermediário e vá logo para a solução definitiva dos nove dígitos?, defendeu o diretor de assuntos regulatórios da operadora de longa distância, Ayrton Capella. ?Todo o setor será responsabilizado por graves problemas para a população de São Paulo. Deveríamos evitar o duplo sacrifício?, completou.

Capella se referiu às duas mudanças: uma já, restrita a São Paulo, a outra em 2015, quando a agência quer que as empresas estejam prontas para a inclusão de um nono dígito em todos os telefones do país. O problema é o tempo. Segundo um dos presentes à audiência, as empresas precisariam de pelo menos 18 meses para se prepararem para esse dígito adicional.

E 18 meses é algo que as operadoras móveis não têm. Com os 4,5 milhões de números ainda disponíveis na área do código 11 ? além de outros 4,5 milhões em quarentena ? talvez seja possível sobreviver às vendas de Natal. Mas o estoque atual estará terminado muito antes do próximo Dia das Mães ? a segunda melhor data para as vendas.

Por isso mesmo, foi de causar espécie o comentário do gerente de acompanhamento e controle das obrigações de interconexão da Anatel, Adeilson Evangelista Nascimento, durante a audiência. Em resposta às dificuldades levantadas pelas empresas ? que, frise-se, também querem mais números o mais rápido possível ? disparou que a agência não vai aceitar argumentos comerciais para alterações na proposta.

Em geral, as empresas alegaram que é inviável estabelecer tipos diferentes de chamadas como propõe a Anatel ? ou seja, com onze dígitos (0 + 10 ou 11 + número) para ligações entre os dois códigos; e com os oito dígitos tradicionais dentro do mesmo código. Para as operadoras, a diferenciação será fonte de problemas de cobranças indevidas, confusão dos clientes e disputas com Procons.

?Qualquer tipo de modificação tem que ser muito bem balizada e não valem explicações comerciais e financeiras?, afirmou Nascimento. ?A Anatel entende que é perfeitamente factível e não há as dificuldades alegadas, embora possa exigir um investimento maior. Mas isso faz parte da vida?, concluiu o gerente de acompanhamento e controle.
 
 
 
Fonte: Olhar Digital

 
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