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HACKER QUE DELATOU MILITAR QUE VAZOU VÍDEO AO WIKILEAKS EXPÕE SEUS MOTIVOS

09/06/2010

O ex-hacker Adrian Lamo afirma ter sido a fonte que delatou o soldado norte-americano acusado de enviar ao site de denúncias Wikileaks um vídeo de um ataque de helicóptero a civis iraquianos desarmados.

De acordo com Lamo, o especialista da 10.ª Divisão de Montanha do Exército dos EUA, Bradley Manning, o contactou via mensageiro instantâneo como se fosse um aliado. Na conversa, Manning admitiu responsabilidade pelo vazamento do vídeo, que segundo relatos incluiu diversos outros arquivos confidenciais.

"No instante em que ele me deu a informação, formou-se basicamente um pacto suicida", disse Lamo à BBC, antes de se justificar pela delação com argumentos pessoais e de segurança nacional.

"Eu me preocupei pela minha família - que se eu estivesse obstruindo a Justiça eles poderiam ser envolvidos em alguma investigação. Eu queria fazer isso do modo certo, preto no branco. Eu não queria mais agentes do FBI batendo à minha porta", disse Lamo.

Preso no Kuwait
Manning, que tem 22 anos, foi preso por militares americanos na segunda-feira (7/6) e tem sido mantido em "confinamento pré-julgamento" no Kuwait.

O vídeo que Manning teria enviado ao Wikileaks, e que pode ser visto aqui, tem relação com um incidente de 12 de julho de 2007, quando um helicóptero Apache perseguiu e matou 12 pessoas em solo, incluindo dois jornalistas da Reuters.

As ações atribuídas a Lamo tem dividido opiniões. Há quem considere que o hacker não tinha escolha, dado as implicações legais e de segurança nacional das informações que obteve de Manning. Mas outros (que são a maioria) têm acusado Lamo de ´dedo-duro´.

Apesar da polêmica, Lamo permanece confiante e sem arrependimentos, o que pode atrair ainda mais ira.

"Espero que você seja atropelado por um carro. Não, um ônibus! Não, um trem!", comentou um internauta em mensagem, para quem Lamo respondeu, de forma provocativa: "Você mostra um notável desprezo por mortes de civis."

As Forças Armadas dos EUA têm tido diversos problemas com os vazamentos publicados pelo Wikileaks. No começo deste ano, segundo relatos, os militares chegaram a considerar meios de contra-atacar e minar a credibilidade do site.
 
 
 
 
Fonte: PcWorld

 
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