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SITES PORNÔ ESPALHAM PRAGAS DIGITAIS

07/06/2010

Sites pornográficos são usados por piratas virtuais para espalhar pragas e códigos maliciosos.

O alerta, que ecoa o que internautas já sabem faz tempo, vem de um estudo liderado por Gilbert Wondracek, pesquisador da Universidade Técnica de Viena, que será apresentado na próxima segunda em um workshop na Universidade de Harvard.

Ao investigar a estrutura econômica de sites com conteúdo adulto, Wondracek encontrou práticas que, ele diz, vão de "suspeitas" a "claramente maliciosas".

Arte/Folhapress

Essas práticas têm origem principalmente em métodos para aumentar o número de visitantes, como a compra de tráfego (tipo de negócio pelo qual um site adquire de intermediários um número alto de visitas).

O problema, diz Wondracek, é que os serviços que vendem visitas não fiscalizam os endereços para os quais encaminham as pessoas, e muitos são usados para hospedar pragas virtuais.

Para o projeto, o pesquisador montou seu próprio site e comprou 47 mil visitas.

Para surpresa dele, 20 mil delas, ou 43% do total, tinham vulnerabilidades simples no navegador que poderiam ser exploradas por cibercriminosos. Isso significa que não apenas os sites se mostraram perigosos como também que seus usuários os frequentam desprotegidos.

Essas vulnerabilidades, diz o estudo, poderiam facilmente levar os PCs a fazer parte de uma botnet, uma rede de máquinas escravizadas a serviço de piratas on-line.

O baixo valor pago pelo total das visitas assusta: US$ 160 --o que constrói um cenário bem favorável aos cibercriminosos.

Além disso, esses internautas poderiam ter sido infectados por arquivos maliciosos que são executados assim que a página é aberta.

De acordo com Wondracek, 3,23% dos cerca de 270 mil endereços ligados aos sites adultos pesquisados faziam isso --cinco vezes mais do que ele esperava- e isso não inclui outras práticas maliciosas que não precisam executar arquivos.

À Folha, o pesquisador disse que sites pornô são os mais perigosos não por causa das pragas em si, mas pela "institucionalização de práticas suspeitas de negócio".

O estudo parece confirmar algo que a FTC (Comissão Federal de Comércio dos EUA, na sigla em inglês) já sabia. No mês passado, a agência fechou um provedor de internet, que, diz ela, se especializava em spam, pornografia, botnets e conteúdos maliciosos.
 
 
 
 
Fonte: Folha

 
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