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GOOGLE E WIKIPÉDIA TÊM ATAQUE MORALISTA CONTRA PORNÔ

07/06/2010

A campanha da Apple contra qualquer coisa que lembre pornografia não é a única entre grandes empresas de tecnologia e sites populares na rede. Google e Wikipédia também entraram na onda pudica.

Há 15 dias, a gigante das buscas proibiu um site de encontros canadense de incluir anúncios em uma de suas plataformas de publicidade. O motivo? O site não seria "seguro para as famílias".

O site proibido, CougarLife.com, promove encontros entre mulheres mais velhas que procuram homens mais novos.

A Folha procurou o Google para falar sobre o assunto, mas sua assessoria no Brasil informou que a empresa não comenta casos específicos e que, como via de regra, sua política de publicidade on-line não aceita anúncios associados a sexo.

Já na Wikipédia, foi o próprio Jimmy Wales, um dos fundadores do site, que decidiu arregaçar as mangas.

No começo de maio, o FoxNews.com, conhecido pela sua inclinação conservadora, noticiou que Wales estava apagando fotos de todos os sites da Wikimedia Commons, a fundação que cuida da Wikipédia, que pudessem ser interpretadas como pornográficas.

Ele também teria ordenado outros editores a fazerem o mesmo.

As ações das empresas, porém, causaram polêmica.

Com o Google, ela existe pois outros sites de encontros ainda podem anunciar.

Já Wales enfrentou pressão de editores da Wikipédia, que consideraram suas atitudes exageradas.

Como resultado, segundo a Fox News, ele desistiu de seus poderes absolutos sobre o site, incluindo o de deletar arquivos.

 
Arte/Folhapress
 

 
 
 
Fonte: Folha

 
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