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PELO QUARTO ANO CONSECUTIVO, PIRATARIA DE SOFTWARE CAI NO BRASIL

12/05/2010

Relatório divulgado hoje pela Business Software Alliance (BSA), em Singapura, revela que as perdas mundiais com pirataria de software superaram a casa dos 51,4 bilhões de dólares, apesar da luta da associação e outras entidades para proteção dos direitos de propriedade intelectual. A cada US$ 100 de software legítimo vendido em 2009, outros US$ 75 foram pirateados.

O relatório atribui ao crescimento do mercado de computadores em países como Brasil, Índia e China, ao aumento da 2% na taxa mundial de pirataria de software, em comparação ao ano de 2008. Em 2009,a pirataria de software para PCs caiu em 54 países e aumentou em apenas 19. Mas a taxa mundial subiu de 41% para 43% em um ano, mais uma vez puxada pelo crescimento do market share em países com altos índices de pirataria, como no bloco BRIC e outros mercados emergentes.

O Brasil figura entre os países onde a taxa caiu mas os prejuízos com a pirataria aumentaram. O prejuízo, em Real, mais que dobrou em 2009, colocando o país na quinta posição entre os países com maiores perdas monetárias: US$ 2,254 bilhões, devido principalmente à grande expansão do setor de TI e da base de usuários no País, e à valorização do real perante o dólar. Na frente do Brasil estão Estados Unidos (US$ 8,4 bilhões), China (US$7,6 bilhões), Rússia (US$ 2,6 bilhões) e França (US$ 2,5 bilhões).

Ainda assim, a pesquisa indica uma redução, no último ano, de dois pontos percentuais no índice brasileiro, chegando a uma taxa de 56% de pirataria de software. Acima da média mundial, é verdade, mas em queda. No acumulado dos últimos quatro anos, entre 2005 e 2009, o Brasil conquistou uma significativa redução de oito pontos percentuais. Razão pela qual Frank Caramuru, diretor da BSA no Brasil,  considere que os esforços da indústria de software e de autoridades brasileiras para reduzir a pirataria venham conquistando resultados significativos.

"A taxa ainda é alta, mas é a menor entre os países do BRIC e a segunda menor da América Latina, posicionando o Brasil como um líder global credenciado para influenciar avanços em outros países", afirmou Caramuru.

Na América Latina o Brasil perde apenas para a Colômbia, onde a taxa de pirataria é de 55%. A maior queda na região foi registrada no Chile, de 67% para 64%. Entre os 18 países latino-americanos considerados pelo estudo, apenas tiveram crescimento em seus índices de pirataria México, Equador e Venezuela, a qual também possui o índice mais elevado da região (87%), seguida pelo Paraguai (82%), Bolívia, Guatemala e El Salvador (cada um com 80% de pirataria de software).

As economias com as taxas mais baixas de pirataria permanecem os Estados Unidos, com 20%, e Japão e Luxemburgo, ambos com 21%. Já as taxas mais altas são de Geórgia, Bangladesh, Zimbábue e Moldova, todos com índice de pirataria acima dos 90%.

Segundo a BSA, o resultado do relatório ressalta a crescente sofisticação dos piratas e à urgente necessidade de mais esforços anti-pirataria.

 "Os setores público e privado precisam unir forças para combater mais eficazmente a epidemia que reprima a inovação e prejudicam as economias em escala global ", disse o presidente e CEO da BSA, Robert Holleyman.

A  BSA aponta os programas de legalização realizados por fabricantes; as campanhas educativas e repressivas de governos e da indústria; as transformações tecnológicas como a crescente aplicação de gerenciamento de direitos digitais, DRM (Digital Rights Management), e de gerenciamento de ativos de software, SAM (Software Asset Management) como fatores que contribuem para a redução da pirataria.

Já o grande crescimento do mercado de PCs domésticos; a maior atividade de computadores mais antigos, nos quais softwares não-licenciados são mais prevalentes; e a crescente sofisticação de piratas de software e criminosos cibernéticos, estão entre os fatores que aumentam a pirataria.

 
 
 
Fonte: PcWorld

 
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