Página Inicial



twitter

Facebook

  Notícia
|

 

DOCUMENTOS JUDICIAIS INDICAM DURAÇÃO INICIAL DO CONTRATO DE EXCLUSIVIDADE ENTRE APPLE E AT&T

11/05/2010

Desde o anúncio do iPhone, em janeiro de 2007, todo mundo sabe que há um contrato de exclusividade com a Cingular/AT&T. Contudo, ninguém sabe ao certo por quanto tempo tal acordo fica em efeito, só que agora podemos ter uma noção um pouco mais esclarecida do que as companhias acertaram entre si.

iPhone trancado na AT&T

O pessoal do Engadget encontrou documentos de um processo que acusa a Apple de práticas monopolistas. Na ação movida, era feita a acusação de que o término do contrato dos usuários com a AT&T, após dois anos, não liberaria os iPhones adquiridos para uso nas redes de outras operadoras (T-Mobile, por exemplo), algo que não estava claro. O problema estaria no fato de esse desbloqueio não poder ser exercido devido à exclusividade entre as duas empresas (de duração ignorada) poder ultrapassar a duração do período de fidelidade do consumidor.

A lide está rolando desde 2008 e no ano seguinte passou a correr em segredo de justiça. Só que os documentos públicos contêm uma declaração oficial da Maçã, alegando que era público e notório que o acordo entre Apple e AT&T duraria cinco anos, com base numa reportagem publicada pelo USA Today. Então, em 2012 (ou seja, pouco antes do fim do mundo), o iPhone fica livre da AT&T, certo?

Não. Mas é aqui que a coisa começa a ficar interessante.

Contratos costumam ter cláusulas que preveem seu término antes do tempo pré-determinado, seja por fatos alheios à vontade dos contratantes, seja por acordo firmado entre eles ou pelo não cumprimento de determinados requisitos. Nestes pontos, a análise do TechCrunch sobre o caso foi valiosa, mas o assunto é enrolado. Vamos ver se eu simplifico:

  • A Apple fez um contrato de alto risco com a então Cingular: tal acordo daria à Maçã controle completo sobre o software do iPhone, mas em troca a operadora teria exclusividade por cinco anos. Isso foi confirmado pelos documentos garimpados pelo Engadget.
  • Alguma cláusula que ocasionaria o fim precoce desse contrato foi tocada, mas não há como determinarmos isso com certeza. Teriam sido os problemas na rede da AT&T? Teria sido o caso do tethering/MMS? Teria a Apple atingido uma meta de vendas/contratos de fidelidade e se livrado da parceira? Neste ponto, o mistério persiste, mas provavelmente 2012 ?chegou mais cedo?.
  • A quantidade de dinheiro que a AT&T paga à Apple por cada iPhone vendido certamente influiu na renovação da parceria supostamente rompida, o que gerou rumores de fim em 2009 e prorrogação até 2010/11.

E aí? O que acontecerá ao longo de 2010? Havemos de assumir a possibilidade de o iPad com Wi-Fi+3G e o iPhone 4G/HD serem presentes de despedida para a AT&T. Entretanto, tudo ainda é muito, muito incerto: haja achismo. Será que a previsão dos maias não era o fim da exclusividade da AT&T sobre o iPhone?? :-S

Numa nota não-relacionada, o tal processo por práticas monopolistas apontou também a impossibilidade de instalar/executar softwares de terceiros no iPhone OS 1.0, alegação esta acatada pela corte. Em que passo o litígio está atualmente, ninguém sabe, mas a Adobe deve estar com os ouvidos bem abertos.



Fonte: MacMagazine

 
Indique esta notícia Indique esta notícia para um amigo

Início Notícias  | Voltar