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IMAGEM EM PORTÁTEIS TEM ALGUNS BORRÕES

03/05/2010

Existem várias formas de experimentar a TV móvel digital no Brasil. Entre elas estão celulares, TVs portáteis e receptores USB para computadores. Testamos cada uma dessas plataformas e mostramos a seguir seus pontos positivos e negativos, principalmente para quem quer acompanhar a Copa.

Uma coisa comum a todas é que elas captam o sinal digital no formato 1 Seg. Isso significa que as imagens são reproduzidas em qualidade mais baixa do que aquelas do padrão Full Seg, o que pode impactar negativamente na experiência de assistir a partidas de futebol.

Com o 1 Seg, as imagens apresentam alguns borrões e a impressão é de que a transmissão está sendo feita via streaming. As linhas de marcação de um campo de futebol ficam perdidas na maior parte do tempo entre as explosões de verde originadas na cor do gramado. Partidas jogadas sob forte sol no campo são particularmente difíceis de acompanhar, pois a bola desaparece na claridade.

Outra característica de eventos esportivos, que parece não ter sido feita para o formato 1 Seg, é a presença de movimentos rápidos. Em jogadas com velocidade, a bola também desaparece da cena.

Por fim, equipamentos portáteis que recebem a TV digital são um pouco mais lentos do que aparelhos convencionais quando existe troca de canais. Isso porque eles precisam carregar o canal selecionado.

Dito tudo isso, os aparelhos portáteis que recebem a TV digital têm desempenho de imagem e som superior àqueles que recebem o sinal analógico. Uma das razões para isso está na natureza do sinal analógico, que se degrada gradualmente e gera imagens com chuviscos e sombra e áudio com ruídos.

Celulares

Como os celulares terão papel importante na popularização da TV móvel, dois modelos que acabaram de chegar ao mercado visando a Copa foram testados: o TV Phone GM600, da LG, e o Star Lite TV, da Samsung.

No quesito preço, há empate técnico. O GM600 tem preço sugerido de R$ 699, enquanto o Star Lite sai por R$ 599.

Embora os preços de celulares com TV venham caindo desde sua chegada ao mercado, há cerca de dois anos, a categoria ainda é a mais cara entre os dispositivos móveis que recebem o sinal de TV.

A explicação para isso, segundo os fabricantes, é que os aparelhos englobam outras ferramentas e tecnologias que elevam o seu preço.

Tanto o GM600 quanto o Star Lite, por exemplo, têm tela sensível ao toque, aplicativos, navegador de internet e câmera fotográfica.

Quanto ao tamanho das telas, a do GM600 é de 3 polegadas, enquanto a do Star Lite é de 2,8 polegadas. A diferença parece insignificante, mas, em um espaço tão pequeno, qualquer acréscimo é bem-vindo. Por isso, a experiência de assistir à TV, principalmente esportes, foi superior no GM600.

Por outro lado, o sacrifício em polegadas permitiu à Samsung criar um aparelho com um design mais moderno que o da LG. No geral, porém, assistir à TV nos dois celulares foi pior do que na TV portátil e por meio do receptor USB.

Nas interfaces, os dois aparelhos apresentaram características importantes. O Star Lite, por exemplo, tem teclado virtual numérico que permite que o número exato do canal seja escolhido, como se fosse um controle remoto. Já o GM600 dá duas opções, também presentes no aparelho da Samsung, para selecionar os canais: uma lista com todos eles, ou botões para avançar ou voltar.

Outra característica dos dois aparelhos, que mostra as dificuldades de fazer do telefone uma TV, é quando existe alguma chamada.

Nos dois casos, a transmissão televisiva é interrompida bruscamente. No GM600, as imagens, pelo menos, são mantidas ao fundo. Já no Star Lite, a interrupção é total. Imagine esse cenário em caso de pênalti decisivo.

TV portátil

A Tectoy entra no mercado de TV móvel com o TDP-200, um televisor portátil com tela de 3,5 polegadas. Esse tamanho equilibra satisfatoriamente mobilidade com a experiência de ver TV -a melhor entre as três categorias testadas.

O design e o acabamento do aparelho são bem simples, o que não se reflete em seu preço de R$ 399 (embora o TDP-200 agregue outras funções multimídia, como capacidade para reproduzir arquivos de aúdio e fotos e gravar voz).

O maior problema do TDP-200 está justamente onde ele deveria brilhar. O aparelho apresentou problemas no recebimento do sinal digital em lugares onde os dois celulares funcionaram normalmente. As maiores dificuldades aconteceram quando o produto estava em movimento.

Receptor USB

O receptor de TV digital para PCs USB TV HF-01, da Elgin, é o aparelho mais barato (R$ 299) e com menor grau de mobilidade dos testados. Ele, porém, é o único que também reproduz o formato Full Seg, de alta definição. A qualidade da imagem nesse formato é imbatível -a melhor entre as três categorias.

A experiência com esse produto tropeça em um obstáculo: o software que o acompanha. O programa é do tipo problemático e, nos testes, teve conflitos com o Windows XP, o Windows Vista e o Windows 7. Sua instalação e sintonização dos canais não é suave e ele trava constantemente.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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