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COMPUTAÇÃO EM NUVEM: COMO NEGOCIAR UM BOM CONTRATO

27/04/2010

O contrato típico de cloud computing à primeira vista pode parecer simples para as empresas que já têm experiência na terceirização de TI e que estão acostumadas a lidar com centenas de páginas de cláusulas sobre acordos de nível de serviço, penalidades, precificação, processos, procedimento, segurança e requerimentos de continuidade de negócios. Mas a simplicidade é exatamente o problema da computação em nuvem, alertam especialistas.

?Falhas no entendimento do que realmente significa a nuvem e como endereçar questões legais e problemas de contrato associados ao cloud computing podem ser catastróficos?, informa o sócio do escritório de advocacia Mayer Brown, Daniel Masur. ?A questão de segurança dos dados representa um desafio em particular. E falhar na hora de solucionar isso no contrato pode expor os clientes a violações bastante sérias das políticas de privacidade?, acrescenta.

Se um contrato de serviços baseados na nuvem ? sejam eles relativos a software, infraestrutura ou plataforma ? parece menos complexo, isso acontece porque ele foi desenhado para oferecer produtos e serviços de forma simples. Ou seja, não prevê as responsabilidades do fornecedor e as garantias para adequar as questões de segurança e de proteção dos dados.

Os provedores de serviços baseados na nuvem dirão que a simplicidade é exatamente o ponto de destaque desse tipo de oferta. Eles podem prometer aos clientes baixo custo, rápida disponibilidade e opções de pagamento pelo fato de que só gerenciam os recursos. O ônus relativo a problemas com dados ou recuperação de desastres fica nas costas do cliente. Em outras palavras, adicionar proteções contratuais mais rígidas nos contratos vai contra a proposta de valor desse setor.

?É razoável para os fornecedores, particularmente aqueles que fornecem serviços tradicionais e na nuvem, salientar que quanto mais eles se afastam dos contratos tradicionais mais difícil fica para construir o business case?, enfatiza o responsável pela área de terceirização nos Estados Unidos da consultoria PA Consulting Group. ?Muito dos benefícios econômicos que o cloud pode oferecer é graças ao fato dos serviços serem padronizados?, complementa.

Mansur ressalta, no entanto, que nem sempre essa exigência de contar com contratos mais robustos pode ser favorável para todas as empresas.

Quando negociar os serviços na nuvem?

Clientes potenciais de cloud computing devem levar em conta a ?criticidade? do software, dados ou serviços que ficarão na nuvem. No caso de soluções que não são consideradas críticas para a organização, vale a pena aceitar os termos de contrato tradicional previsto pelos fornecedores, uma vez que o usuário pode se beneficiar do custo reduzido.

Mas quando as soluções envolvem sistemas de missão crítica, dados pessoais ou aqueles fundamentais para a inteligência de negócios, é fundamental buscar o apoio de um especialista na área de contratos. ?Um cliente pode optar por exigir uma nuvem privada, encriptação de dados, restrições geográficas e outros termos do tipo?, explica Masur.

O grande erro que os clientes cometem em relação ao cloud é quando eles presumem que o contrato fornecido pelo provedor já prevê algum tipo de proteção ou que representa um documento sem qualquer possibilidade de adequação.
 
 
 
Fonte: CIO

 
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