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CINCO EQUÍVOCOS NA ADOÇÃO DE CLOUD COMPUTING

15/04/2010

Muito se discute em torno de cloud computing (computação em nuvem), mas já existe uma certeza: a implementação desse tipo de solução é algo novo e complexo. Por conta disso, os profissionais de TI ainda se mostram reticentes em relação à adoção do modelo.

Para o analista da consultoria Enterprise Strategy Group, Mark Bowker, apesar do crescente interesse dos CIOs pelo assunto, ainda existem poucos testes e manuais de boas práticas que assegurem a migração para infraestruturas baseadas em cloud.

A seguir, cinco equívos que precisam ser evitados pelas empresas que planejam a implementação de soluções baseadas em cloud computing:

1.    Tempo de resposta

Utilizar serviços de TI concentrados no data center é o principal ponto do cloud computing. Mas a empresa contratante precisa ficar atenta à usabilidade dos sistemas. Pois o tempo entre o momento que o usuário aperta um botão e a resposta do servidor ? que pode estar em qualquer local do planeta ? pode representar uma questão de vida ou morte para as soluções baseadas na nuvem.
?Se a experiência do usuário não é rápida o suficiente, os serviços virtualizados não serão aceitos, assim como o software como serviço?, destaca Bowder.

2.    Economia de hardware 
A computação em nuvem torna o hardware praticamente invisível, mas não significa que o provedor pode cortar custos com servidor ou armazenamento, muito menos que ele pode economizar energia.

Ainda de acordo com o especialista, quanto mais o usuário exigir velocidade do fornecedor mais ele precisará investir em capacidade de processamento dos servidores e, por conseqüência, isso não representará uma redução de custos com hardware.

3.    Questões de legado
?A maioria das aplicações legadas não foi desenhada para rodar na nuvem?, de acordo com o CTO e fundador da consultoria Queplix, Steve Yaskin. Ele ressalta que, já vi casos casos em que os dados de uma pessoa precisam ser separados em três ou quatro bases quando há a migração para cloud computing.

4.    Medição de resultados
As métricas tradicionais de TI não funcionam para os serviços baseados na nuvem. E os especialistas defendem que os CIOs tendem a adotar o que eles classificam como QOE (Quality of Experience ou qualidade da experiência, em português). Trata-se de uma medida subjetiva de quão bem uma aplicação está rodando do ponto de vista do usuário ?em vez de analisar o desempenho dos pacotes na rede.

O analista da consultoria Burton Group, Cris Wolf, lembra que os SLAs (acordos de nível de serviço) tradicionais estão focados em analisar quão bem o departamento de TI consegue fazer seu trabalho e não se os usuários estão satisfeitos com ele. Com isso, o cloud computing deverá representar uma quebra de paradigma, uma vez que priorizará a experiência do cliente.

5.    Economia de custos
Incorporar os serviços baseados em cloud ? sejam eles na nuvem pública ou privada ? permite uma mudança significativa na forma de suportar e construir a infraestrutura de TI. Contudo, não deve representar apenas uma justificativa para redução de custos.

Focar apenas no menor custo na hora de implementar uma estrutura baseada na nuvem pode representar uma dor de cabeça para a empresa, que em pouco tempo pode deparar-se com problemas na entrega dos sistemas e com uma performance que não atende às demandas do usuário.

?Quando as companhias vão para a nuvem elas realmente deveriam tomar essa decisão por enxergarem os grandes benefícios do modelo, que são alta disponibilidade, tolerância a falhas e flexibilidade?, ressalta a analista de virtualização da consultoria IDC, Ian Song. ?Elas deveriam ir além do que já fizeram com a virtualização de servidor?, acrescenta.
 
 
Fonte CIO

 
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