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REVIEW: NOTEBOOK SAMSUNG SENS X420

06/04/2010

 

Já faz algum tempo que estávamos querendo testar um notebook da Samsung  e nosso desejo foi finalmente realizado com o envio do modelo SenS X420. Mais do que mais um PC na praça, ele representa uma nova categoria de produtos que procura atrair aquele público que ficou encantado com o tamanho e a mobilidade dos netbooks, mas que também não ficou assim tããão impressionado com seu desempenho. :-P

Se você se encaixa nesse perfil, taí sua segunda chance! :-)

De um certo modo, o X420 revisita o conceito de notebook leve e fino, porém sem extremos, como é o caso do Dell Adamo e do Macbook Air. A vantagem nesse caso é que ele fica alinhado com os atuais padrões de mercado, não abrindo mão de suas funcionalidades em favor de economia de espaço, ou seja, nada de baterias escondidas, interfaces estranhas, conectores proprietários e coisas do tipo.

Medindo aproximadamente 34,2  x 3,1 x 23,5 cm (LxAxP) e 1,76 kg de peso (ou 2,1 kg com seu carregador) o X420 é um equipamento com acabamento até que bem simples ? com seu gabinete e teclado feito todo em plástico, a falta da unidade de disco óptico  e sua simples articulação de tela me faz lembrar dos netbooks da casa. Mas isso não significa que a apresentação do X420 não seja boa. Como é tradição da Samsung, seus designers tiveram a preocupação de tirar proveito desses tons de preto combinando o mesmo com  bordas curvas e detalhes cromados. Sua tampa superior vem com o tradicional acabamento preto brilhante o que torna o mesmo além de belo e elegante, um verdadeiro imã de poeira e marcas de dedos, problema que não atinge o resto do equipamento cujo acabamento é o preto fosco menos propenso a riscos e mais fácil de ser limpo (yay!).

Como é comum nesse tipo de portátil, o X41o vem com uma tela LCD com retroiluminação a LED com resolução nativa de 1.366 x 768 pixels  o que torna esse conjunto extremamente fino (algo como 8 mm de espessura). Seu acabamento brilhante realça o contraste das imagens, o que reforça o seu perfil de uso mais voltado para aplicações multimídia. O sistema ainda conta com uma webcam embutida na tela e um microfone mono num canto do teclado.

Uma das curiosidades desse modelo analisado é que o mesmo veio equipado com um teclado com layout coreano que combina os caracteres romanizados e o tradicional alfabeto Hangul no mesmo espaço. Isso nos faz crer que esse exemplar é um modelo de pré-produção importado direto da Coréia para homologação aqui no Brasil. Com certeza, o modelo comercializado por aqui virá com o layout ABNT 2.

O teclado do X420 além de macio e confortável, possui um desenho convencional mas que mistura algumas tendências da moda como o teclado chiclete com seus botões quadrados e superfície plana, com um pequeno ressalto nas bordas que evita pressionar mais de uma tecla por acidente. Simples e prático ao mesmo tempo.

E assim como o teclado, o mesmo ocorreu com seu pequeno adaptador de rede elétrica modelo AD-4019R com saída CC de 19V x 2,1A que veio com um curioso plug de tomada padrão europeu CEE 7/7 usado na Alemanha e França. Será que ele também é usado na Coréia?

Também é interessante notar que as luzes de estado do notebook ficam numa área reservada dentro do touchpad (com suporte para multi-touch), numa posição bastante cômoda e fáçil de ser vista. A única desvantagem nesse caso é que elas não são visíveis com a tela abaixada.

Com relação às portas de comunicação, o X420 se mantém no essencial, isto é, na medida ? sem tirar nem pôr. Do lado direito podemos ver o slot para cartão SD/MMC/SDHC, três portas USB 2.0 (incluindo uma com energia extra para ligar uma unidade de disco óptico) e um slot para trava de segurança padrão Kensington. Notamos também que o slot para o cartão SD não é muito fundo, o que faz com que a mídia fique metade para fora, o que pode ser bom ou ruim de acordo com o uso.

Do lado esquerdo podemos ver a entrada de alimentação, a saída de ar do cooler do processador (por sinal, muito silenciosa), a porta de rede Fast Ethernet (boo!), uma SVGA e outra HDMI (uia!) e as portas de som. Internamente ele ainda conta com uma interface WiFi Intel 5100 AGN (yay!). O modelo analisado não veio com suporte para 3G, mas notarmos que existe um espaço vago no compartimento da bateria para uma entrada de cartão SIM.

A sua base também lembra o dos netbooks com acabamento simples e cheio de entradas de ar para maximizar o efeito de circulação de ar pelo interior. Alguns parafusos são marcados marcado como letras como KBD (keyboard), H (hinge), facilitando o processo de desmontagem do produto.

Isso ajuda no acesso ao disco rígido e aos pentes de memória, o que é uma boa notícia para aqueles que desejarem fazer um upgrade posterior, graças ao uso de componente padrão de mercado.

Apesar de a Samsung também fabricar discos rígidos de 2,5″,  esse portátil veio equipado com um disco Hitachi Travelstar 5K320 modelo HTS543232L9A300 de 320 GB, 5.400 rpm, 8 MB de cache e interface SATA 300.

Já os pentes de memória são fabricados pela Samsung que combinam um pente de 2 GB e outro de 1 GB totalizando 3GB DDR3 1.066 MHz. Quantidade máxima indicada para uso do Windows 7 Home Premium de 32 bits que já acompanha o produto. Note o pequeno conector branco à direita do pente de cima, que deve ser usado pelo pessoal de manutenção para executar rotinas de diagnóstico na placa.

O modelo veio equipado com uma bateria de íons de lítio modelo AA-PL1VC6B de 11,3 volts x 5.900 mAh. Equipado com seis células de energia, ele parece ser o modelo padrão desse portátil já que o gabinete possui um ressalto que se acompanha a espessura do computador.

Segundo dados do fabricante essa configuração proporciona uma autonomia estimada de até 9 horas, mas me chamou a atenção que não é isso que a etiqueta colada da tela alega informar:

? foi apenas depois de um tempo que notei que essa mardita estava colada de cabeça pra baixo (&$@#!!!)  Pelas orelhinhas nas laterais etiqueta, me parece que ela foi arrancada ? provavelmente por alguém que mexeu neste produto antes da gente ? e  que recolocou o mesmo às pressas antes de devolvê-lo. Shame, shame, shame?

Para chegar nessa autonomia tão alta, a  solução encontrada foi o uso de um chip de baixíssimo consumo, neste caso um  Intel Core 2 Duo SU7300 de 1,3 GHz, 3 MB de cache L2 e FSB de 800 MHz ? um processador dual core do tipo ULV (Ultra Low Voltage) baseado no núcleo Penryn de 45 nm.

Seu chipset é o Intel GM45 equipado com aceleradora gráfica GMA 4500MHD que oferece melhor suporte para vídeo em especial na reprodução de vídeo em HD e Blu-ray.

Sob testes:

Como é padrão em nossos testes, nós formatamos seu disco rígido e instalamos o Windows 7 Ultimate de 32 bits.

Como era de se esperar de um processador de 1,3 GHz, o desempenho do SU7300 foi modesto ficando em 3,9 pontos, ligeriamente melhor que o Atom 330 dual core (3,3) que equipou o Lenovo C300.

Isso significa que o Atom 330 de 1,6 GHz é páreo para um Core 2 Duo ULV de 1,3 GHz? Não exatamente. Pudemos ver que nos testes como HDxPRT que o X420 bateu 64 pontos contra 34 do C300 em especial nos quesitos de criar conteúdo em HD que demanda bastante do processador. Isso porém ainda fica longe do dos 191 pontos obtidos em nossos testes com o Core i6 661.

Em outros testes, o C300 bateu 81 (42) pontos no Sysmark 2007 Preview 1.05 e 2.696 (2.103) pontos no PCMark Vantage. No AutoGK 2.45, o sistema levou 2h21m25s (4h02m27s) para transformar um filme em DVD para um arquivo AVI de 700 MB. O processo oposto (criar uma imagem de DVD a partir de um arquivo de vídeo)  feito com o DVDFlick 1.3.0.6 foi de 6h45m47 (13h42m40s) utilizando um thread e 4h42m (11h15m24s) com quatro threads.

Para avaliar o desempenho do processador rodamos o CINEBENCH R10 e os resultados foram os seguintes:

Rendering (Single   CPU): 1.424 CB-CPU
Rendering (Multiple CPU): 2.699 CB-CPU
Multiprocessor Speedup: 1.90
Shading (OpenGL Standard): 599 CB-GFX

Note que nesse caso, o Lenovo C300 levou vantagem nos testes de Shading com OpenGL (1.392-GFX) devido ao uso da aceleradora gráfica ATI Mobility Radeon HD 4530 M92.

Ah sim, o Super-Pi do David Lopes:

Para avaliar o seu consumo de energia, utilizamos o polêmico Battery (comedor de farinha) Eater, que foge um pouco das métricas usadas pelos fabricantes que baseiam suas estimativas baseadas em periodos de atividade seguidas de pausas regulares, ao contrário desse benchmark que estressa o sistema de maneira constante, medindo o tempo que a bateria dura nessas condições. No nossso caso, a bateria durou 3h03m o que é um resultado que fica dentro da média dos netbooks com Atom que temos avaliado com esse mesmo programa.

Como disse no início, o SenS X420 da Samsung é um interessante exemplo de uma nova categoria de portátil baseada nos processadores Core de baixíssimo consumo, que procura oferecer uma alternativa para os usuários de netbooks que gostam do seu padrão de formato, mas não do seu desempenho. Sob esse ponto de vista, o X42o possui vários elementos que lembram um netbook como seu desenho simples e simpático, acabamento em plástico e a ausência do leitor de CD/DVD. Por outro lado o X420 também é um equipamento leve (1,76 kg) equipado com uma ótima tela e um teclado amplo o que garante uma experiência de uso muito mais confortável que qualquer netbook.

Mas na minha opinião, o grande dilema desse produto é exatamente o processador ULV da Intel ? que mostrou ser um chip valente e que passa por cima até do Atom 33o dual-core (que não é usado em notes) ? mas que ainda deixa um pouco a desejar se comparado com outros processadores mainstream para portáteis, como os atuais Core 2 Duo e os novos Core i3. De um certo modo a chegada desses notes leves e finos me lembra um pouco o lançamento dos carros com motor 1.4 numa época em que só havia opções de motor 1.0 (= Atom) ou 1.6 (= Core 2 Duo) para cima, ou seja, o motor 1.4 realmente oferece melhor desempenho que as versões 1.0, mas ainda fica abaixo do desempenho das versões 1.6/1.8.  Em muitos casos os consumidores adoraram a possibilidade de ter um veículo mais potente que um modelo 1.0 e mais econômico que um modelo 1.6, mas na hora de meter o pé no acelerador e o carro não responder, pode se ter a má impressão de ter comprado algo que anda menos que um 1.6 e consome mais que um 1.0.

Assim, no caso do X420 o usuário pode ter certeza que terá algo realmente melhor e mais confortável que um netbook de linha o que significa um ganho sobre aquilo que essas pessoas já fazem nesses pequenos portáteis (preencher documentos, trocar mensagens, consumir conteúdo da internet etc.) Entretanto, se a necessidade é de realizar novas coisas que demandem muito mais desempenho como tratamento de imagens ou edição de vídeos, melhor considerar um notebook convencional com processador mais potente.

 
Fonte: Zumo

 
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