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PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA FORA DO PAC 2 JÁ ERA ESPERADO

30/03/2010

O plano nacional de banda larga ficou de fora do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2), anunciado nesta segunda-feira (29/03), em Brasília, porque o projeto não foi finalizado e aprovado pelo presidente Lula. A informação foi dada pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo Silva, em coletiva de imprensa para a divulgação do PAC 2.

Para analistas da indústria ouvidos por COMPUTERWORLD, o fato do plano nacional de banda larga não ter sido incluído no orçamento de 1,5 trilhão de reais do PAC 2 não traz mudanças para o atual cenário em que se encontra o projeto. "Seria muito melhor se houvesse um plano, inclusive já em andamento, mas não adianta colocar no PAC 2 se não há definição sobre o que será feito", diz o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude.

Segundo ele, o principal enrosco ligado ao plano nacional de banda larga - e que tem impedido sua criação - é a falta de consenso de diversos representantes do próprio governo. De um lado, está a proposta do Ministério do Planejamento (que prevê a recriação da Telebrás), do outro, a do Ministério das Comunicações (que defende a participação das operadoras). "O problema é se chegar a um consenso. Se o governo quer criar uma estatal da banda larga, por que recriar a Telebrás, que tem passivo trabalhista, especulação em bolsa?", questiona Tude. "Fica difícil para Lula decidir sem ter consenso", completa.

Outro especialista, que preferiu manter o anonimato, diz que as propostas divergentes estão caminhando, com, inclusive, solicitações de estudos, junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sobre a destinação da radiofrequência de 450MHz ao plano de banda larga. "Não sei se vão chegar a anunciar um plano detalhado, mas em algum momento vão anunciar a intenção do plano. Isso é sexy, vira moeda de troca eleitoral", afirma.

Os dois analistas concordam que a essa altura o plano nacional de banda larga, mesmo que apresentado ao presidente Lula ainda este ano, será executado pelo próximo presidente da República, a partir de 2011. "O ano eleitoral é um agravante. Há muitas discussões, por isso, em termos de execução, haverá uma definição apenas no ano que vem", acredita Tude. "No estágio que está chegando em termos eleitorais, acho que este assunto vai ficar para o próximo presidente", completa.

Em Brasília, a informação corrente continua a ser a de que o PNBL será apresentado a Lula no início de abril.
 
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
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