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CLOUD COMPUTING JÁ MOBILIZA 70% DO DESENVOLVIMENTO DA MICROSOFT

05/03/2010

A cloud computing está no centro da estratégia da Microsoft e já mobiliza 70% do pessoal de desenvolvimento da empresa, afirmou nesta quinta-feira (4/3) o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, em palestra na Universidade de Washington em Seattle (EUA).

"Das 40 mil pessoas que desenvolvem produtos na Microsoft, 70% estão projetando exclusivamente para a nuvem, ou são conduzidas pela inspiração de servirem à nuvem de alguma forma", disse Ballmer. "E daqui a algum ano esse porcentual será de 90%".

"Em 1969, a chegada do homem à Lua e [o festival de] Woodstock foram eventos pequenos diante da primeira vez que a internet foi usada", disse. "A nuvem, portanto, foi criada há 40 anos."

Ballmer destacou que a cloud computing cria "oportunidades e responsabilidades". "A ideia de ter pequenos desenvolvedores distribuindo suas criações a todo o mundo num instante é fantástica. Por anos, os desenvolvedores nos pediam para ajudá-los a encontrar clientes para suas aplicações", lembra.

No lado da responsabilidade, o CEO citou as preocupações com privacidade. "Há quem ache que a nuvem é segura, há quem a julgue insegura e há quem nem pense nisso. Será que existe um nível de privacidade que atenda a todo mundo?", provocou. "De qualquer modo, a Microsoft sente-se responsável por questões que envolvem privacidade. Os browsers têm uma solução simples para privacidade, baseado em recursos que podem ser ligados e desligados. O que nós precisamos é de investimento em interface do usuário e em novas tecnologias que permitam melhorar isso no ambiente de nuvem."

Segundo Ballmer, a visão da Microsoft em relação à nuvem é que essa tecnologia não seja apenas um repositório de dados e de aplicativos, mas que ofereça uma combinação de todos os dados disponíveis na internet, organizáveis de forma que possam ajudar as pessoas a aprender, decidir e executar ações.

"O mundo é um lugar grande e complicado. Nós precisamos superar isso. A nuvem ajuda a aprender sobre si mesmo e sobre as coisas que, dentro dela, descrevem o mundo", definiu Ballmer. "Esta noção de aprender, de obter dados da nuvem para auxílio à tomada de decisão, é no que trabalhamos. Não quero milhões de links sobre flores, quero apenas comprar uma - e talvez ao menor preço possível."

Para demonstrar a concepção de nuvem da Microsoft, Ballmer utilizou o Bing, "um produto que nasceu na nuvem", disse.

Na demonstração, efetuada por um assistente, a empresa buscou mostrar como tem ido além da ideia classica de mapa na web. A partir do mapa 2D da cidade de Seattle, com ruas e estradas, foi possível aproximar a visualização no nível da rua, com indicações de comércio local e o acréscimo de fotos do Flickr que usam informações de localização (geotagging), para depois apontar para o céu e aproximar a lente de estrelas e planetas, com a agregação de informações astronômicas.

Por fim, listou as iniciativas que a Microsoft tem tomado para aproximar seus produtos da cloud computing, e destacou o papel da plataformas Xbox (games) e Windows Phone (celulares) para levar o acesso à nuvem às casas e aos usuários móveis. "Você não deveria estar nessa área se não quiser que as coisas mudem", sentenciou.
 
 
 
Fonte: IdGNow

 
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