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BALLMER DIZ QUE MICROSOFT AINDA SERÁ MAIOR DO QUE O GOOGLE EM BUSCAS

04/03/2010

Não é fácil ser Steve Ballmer. Na terça-feira (2/3), o Chief Executive Officer (CEO) da Microsoft foi  mais uma vez questionado se a sua empresa um dia será a número um em buscas. ?Não há resposta boa para essa pergunta. Se eu digo sim parecerá que sou arrogante, e se eu digo não parecerá que não tenho fé. Então a resposta é sim, um dia?, disse Ballmer durante o evento Search Marketing Expo, na Califórnia (EUA). ?A verdade é que o Google é o número um por algo que eles fizeram corretamente primeiro?.

Um dos esforços da Microsoft na área é o acordo de publicidade com o Yahoo, que torna o Bing o mecanismo de busca dos sites do Yahoo, com a Microsoft pegando parte da receita e o Yahoo garantindo vendas de publicidade para ambas as empresas. O acordo deve aumentar o volume de buscas da Microsoft, levando o mecanismo a fornecer melhores resultados e, assim, chamar a atenção de publicitários, segundo Ballmer.

O executivo também foi questionado se o Yahoo sobreviverá como uma empresa de buscas já que a Microsoft tenta ?passar por cima? para alcançar o topo. ?Aumentar a participação no mercado de buscas é o trabalho número um, e nós precisamos que eles estejam conosco para conseguir sucesso?, explicou Ballmer.

Twitter e Facebook
O CEO revelou que não ser um grande tuiteiro. Ele afirmou preferir compartilhar seus pensamentos através de um post em um blog do que em ´uma lista de pequenos tweets´. ?Sou mais um consumidor do que um autor no ambiente de tempo real?, contou. Mas Ballmer possui uma conta ´secreta´ no microblog, cujo nome de usuário não é de conhecimento público.

Perguntado se a Microsoft deveria comprar o Twitter, Ballmer disse que não é claro se essa seria uma boa aquisição, e que é melhor para o microblog continuar independente. ?Eles têm muita credibilidade entre os usuários. Será que teriam a mesma confiança se fossem comprados? Isso não está claro?, afirmou.

O Facebook ?quer muito continuar sendo uma empresa independente, então continuaremos a trabalhar em parceria com eles?, contou Ballmer.

Google e antitruste
Ballmer também foi perguntado se a Microsoft está usando pequenas empresas de busca como um meio de levantar questões antitruste contra o Google. Na semana passada a Comissão Europeia disse estar examinando reclamações contra o gigante das buscas feitas por três empresas, algumas delas supostamente ligadas à Microsoft.

?Não estamos em silêncio, estamos expressando algumas das questões e frustrações que vemos. Certamente algumas vezes isso não é solicitado, mas muitas vezes é porque fomos perguntados?, disse, afirmando haver uma série de questões que merecem ser comentadas. ?Ultimamente, o que é legal ou não é da competência dos órgãos reguladores. Nós não sabemos isso?, disse, se referindo ao próprio histórico da Microsoft com reguladores antitruste.

Perguntado se o Google possui um ?cadeado? nos publicitários que dificulta a competição para outras empresas, Ballmer disse que ?existem diversos lugares nos quais é difícil entrar?, e acrescentou que a conferência não era o lugar certo para ?especificar? as preocupações da Microsoft.

Quando a plateia, formada por centenas de publicitários, marqueteiros e consultores, foi perguntada se algum deles se sente ?frustrado? com o comportamento do Google, apenas uma ou duas mãos na sala levantaram. O mercado de buscas será uma grande parcela dos negócios da Microsoft no futuro, previu Ballmer. ?Eu garanto que as buscas vão ter grande participação nos lucros da Microsoft.?

As maiores oportunidades nas buscas são adivinhando as intenções do usuário e ajudando-o a completar sua tarefa ? algo que o Google e o Yahoo também estão trabalhando. Ele deu o exemplo da sua própria frustração tentando juntar dados sobre porcentagem de débitos no produto interno bruto (PIB) de países. ?Eu sabia o que queria, poderia ter feito uma planilha no Excel e eu só queria procurar os dados para colocar nela. Não deveria ser tão difícil [obtê-los]?.

A Microsoft vai continuar investindo no Cashback, um programa no qual a empresa reembolsa consumidores que fazem compras por links patrocinados em seu site. Mas a empresa deve fazer mudanças enquanto mantém o conceito básico intacto. ?O programa não funcionou perfeitamente, no sentido de que não mudou completamente a economia nos negócios. Mas certamente tem resultados positivos, então continuaremos com ele.?

A Microsoft parece ter aprendido alguma coisa com as críticas de privacidade que atingiram o Google Buzz. ?Privacidade está muito mais na nossa mente com o barulho feito em torno do Buzz?, finalizou.

 
 
 
Fonte: pcWorld

 
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