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ANALISTAS RECHAÇAM IDEIA DE QUE IPAD SEJA ´TÁBUA DA SALVAÇÃO´ DOS GRUPOS DE MÍDIA

28/01/2010 01:00:00

As editoras têm grandes esperanças de que o aguardado tablet da Apple atraia novos leitores e reforce sua receita, mas poucas esperam que ele reverta por si só a queda de um setor em crise.

Investidores e analistas veem com cautela as perspectivas para grupos editoriais como Time Warner, Conde Nast, New York Times e HarperCollins, parte da News Corp..

Mas eles alertam que o aparelho --que foi lançado nesta quarta-feira (27)-- é apenas parte da solução para a fuga de leitores em busca do conteúdo mais barato oferecido na Web.

Paul Sakuma/AP
O executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, apresenta o iPad, computador tablet da empresa, em San Francisco
O executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, apresenta o iPad, computador tablet da empresa, em San Francisco

Os grupos editoriais estão desenvolvendo estratégias mais amplas que incluem celulares inteligentes e outros aparelhos.

"Não é uma bala de prata, é uma bala de bronze. E será necessário um M-16 cheio delas", disse o analista Mike Vorhaus, presidente da Magid Advisors.

Ele estimou que o tablet poderia elevar em 10% a 20% a receita digital dos grupos editoriais.

Configurações e mercado editorial

A tela do iPad tem 9,7 polegadas de dimensão e a espessura do aparelho é de 1,2 centímetro. Ele deve servir para ocupar a lacuna entre os celulares inteligentes e os laptops.

O chip foi desenvolvido pela própria Apple, e leva o nome de A4. Serão três tamanhos de armazenamento: 16 Gbytes, 32 Gbytes e 64 Gbytes.

Kimberly White/Reuters
O executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, apresenta o iPad, computador tablet da empresa, em San Francisco
O executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, apresenta o iPad, computador tablet da empresa, em San Francisco

O tablet posiciona a Apple de forma direta no mercado editorial do qual a Amazon.com foi pioneira com o leitor eletrônico Kindle, mas os analistas afirmam que o aparelho pode custar até US$ 1.000, o que limitaria suas vendas e seu impacto.

Mas ele provavelmente irá além do Kindle ao oferecer cor e vídeo, e pode reformular o setor editorial da mesma maneira que o iPod mudou a música, dizem os analistas.

Os grupos editorais estão muito conscientes do dano que a loja digital de música iTunes, da Apple, causou às gravadoras, ao ditar preços e permitir que os consumidores adquirissem as faixas individuais desejadas, o que destruiu as vendas de álbuns.

Para antecipar o tablet, Time Warner, News Corp, Conde Nast, Meredith e Hearst anunciaram em dezembro planos para uma loja digital apelidada de "Hulu para revistas", que promoveria a venda de versões eletrônicas de todos os seus títulos.
 
 
 
Fonte: Folha

 
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